TEMOR DA VINDA DE RECESSÃO

 

06-08-2024

O temor agora instalado pelo mundo, de que os Estados Unidos poderiam ingressar em recessão, devido aos dados divulgados de recuo do nível de emprego, ficando a taxa de desocupação em 4,3%, quando os analistas mais pessimistas esperavam – 4,1%, fizeram as bolsas globais caírem ontem de forma forte. Aqui, no Brasil, a bolsa de valores caiu muito na abertura, baixando até quase 2%, por volta dos 123 mil pontos. Recuperando-se depois e fechando, ainda em baixa do dia, aos 125 ml pontos, caindo 0,46%. O dólar comercial fechou chegou a ser negociado a R$5,88, mas fechou em dia, ainda em alta, em relação ao dia anterior, em R$5,74. A curva do dólar em ascensão continua desvalorizando os ativos nacionais.

As bolsas pelo mundo caíram pelo terceiro dia consecutivo. Em Nova York, nos índices das bolsas o Nasdaq abriu – 6,34%. O S & P 500, - 3,66%. O Dow Jones, - 1,71%. No Japão, a bolsa de valores recuou 12,4% em um único dia. A Coreia do Sul recuou 8,8%. Taiwan, - 8,35%. Singapura, -4,07%. Na Europa, o índice Stoxx 600 abriu – 3,1%.   

Quanto ao “payroll” (folha de pagamentos em inglês) houve acionamento da Regra de Sahm, que vincula o início da recessão, quando a média móvel de 3 meses da taxa de desemprego sobe, pelo menos 0,5%, acima da mínima de 12 meses. Assim, em agosto do ano passado a média móvel estava em 3,8%, agora está em 4,3%, colocando a taxa atual exatamente no gatilho.

Por seu turno, as taxas básicas de juros dos Estados Unidos continuam elevadas, entre 5,25% e 5,50%, conforme decisão da semana passada do Federal Reserve.

Na esteira de notícias preocupantes vindas dos Estados Unidos, o maior negociador com ações do mundo, um dos homens mais ricos do planeta, Warren Buffett, um dos maiores acionistas e CEO da holding Berkshire Hathaway, possuindo participações em diversas empresas globais, tem vendido bastante ações do seu portfólio, conforme conhecimento dos mercados de bolsas de valores.

 

 

 

 

  

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