ATINGIDO O CENTRO FINANCEIRO DE SÃO PAULO
30-08-2025
Operação deflagada pela Polícia Federal atingiu o centro
financeiro de São Paulo, identificando empresas financeiras, chamadas de
fintchs, ou seja, financeiras de alta tecnologia, que realizam operações
virtuais, muitas delas fora do alcance do Banco Central. Isto é, pelo menos,
identificou-se a contravenção e a grande evasão de receitas, sendo elas o
escoadouro ou a lavagem de dinheiro: Banco Genial, Trustee, Buriti e Reag.
Estas as mais conhecidas pelos “lavadores”, mas existem centenas de outras
instituições que são alvo de operações policiais, grande parte de fundos
imobiliários de investimentos, de multimercados e de multiestratégias. Em uma
das formas de investigações, a operação se chama de Carbono Oculto.
O esquema fraudulento é sofisticado, ocultando patrimônio de
origem ilícita, mediante indícios de ligações com facções criminosas, atuando
em vários Estados. A Justiça Federal já determinou o sequestro integral de
fundos de investimentos, até o momento, no valor de R$1,2 bilhão, relativo às
autuações já realizadas.
As interligações ocorrem com propriedades de usinas de
açúcar, de importadoras de produtos químicos, de mais de um mil postos de
gasolina, dentre outras. Estima-se que o patrimônio em investigação poderá
variar entre R$50 a R$70 bilhões.
A Folha de São Paulo de ontem assim resumiu: “Entenda em
cinco pontos a operação contra infiltração do PCC na economia. Negócios
investigados envolvem cadeia produtiva de combustíveis e instituições
financeiras. ‘Precisa ver como sonegar isso’, diz conversa falada em operação
contra PCC. PCC está ligado a 3 nomes em lista de principais alvos da Carbono
Oculto. 141 carros apreendidos, 192 imóveis sequestrados, R$1,2 bilhões
bloqueados, veja os números da megaoperação”. Em detalhes, que não é o propósito
desta página, pode ser visto na leitura do jornal de ontem.
Vários economistas defendem a legalização e regulação das
drogas, argumentando que a proibição gera mais custos sociais, tais como:
crime, encarceramento, violência e gastos policiais, do que benefícios sociais
importantes. A teoria econômica tem chamado isto de modelo de custo/benefício,
uma lógica já bastantemente conhecida e empregada, que pode ser desdobrada em
vários outros modelos analíticos.
Os mais conhecidos defensores da referida legalização são: Milton
Friedman, da Universidade de Chicago, Prêmio Nobel de Economia; Gary Becker, da
mesma escola e que também ganhou referida honraria; Paul Krugman, outro famoso
e que também ganhou o citado prêmio, da Universidade de Nova York; Jeffrey
Miron, da Harvard; Steven Levitt, renomado professor de Chicago; Thomas Sowell
e muitos outros. No Brasil, Hélio Beltrão, Eduardo Gianetti da Fonseca, Carlos
Geraldo Langoni, Ricardo Amorim, dentre muitos outros. É só consultar as obras
dos referidos autores.
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