TÁTICAS DE NEGOCIAÇÃO DO PODER ECONÔMICO
17-10-2025
Na medida em que o mundo se organiza em blocos comerciais, as
táticas de negociação, neste ano, adquiriram outras tonalidades, da teoria do
livre cambismo ou o livre comércio, na qual se defendeu, pelo menos, desde
1945, voltou-se à teoria do protecionismo, quando o capitalismo surgiu com
força na Inglaterra. Formou-se um império inglês de influência em mais de 120
países. Porém, com a independência dos Estados Unidos da América, no final do
século XVIII, começou a formar-se o império americano. Os impérios se formaram
com guerras. Porém, desde a fraticida segunda guerra mundial, o mundo
solidificou o capitalismo através do sistema financeiro. Aos poucos, o centro
financeiro mundial foi se deslocando de Londres para Nova York. As principais
negociações passaram a ter vários xerifes, tais como o IMF, o BIRD, o BID, o
BIS, o FED, o BCE (siglas internacionais), dentre outros. As táticas de negociação do poder econômico agora são de impor, retirar, ou, diminuir, tarifas.
No capitalismo financeiro, a libra continuou a ser forte; o
franco suíço também; surgiu o Euro, que ficou como segunda moeda. Entretanto,
foi o dólar, em primeiro lugar, que se consagrou como “moeda internacional”.
Blocos de países grandes o adotaram, tal como o NAFTA, UE, OPEP, os quais
inspiraram neste século o BRIC, que se fortaleceu como BRICS. O NAFTA tem o
dólar; a UE o euro; a OPEP, o petróleo. Então, dentro dos BRICS surgiu o
movimento para criar-se uma moeda internacional, mas, para substituir o dólar.
Neste ano, no segundo mandato de Donald Trump, que se enfureceu, as reações
foram as de criar altas tarifas adicionais de comércio dos EUA, porque os EUA se
diziam praticar as menores tarifas. Então, surgiram as táticas de negociação.
“O império contra ataca”. Claro, como maior economia global, com um PIB de
cerca de US$32 trilhões, a maior potência armada do planeta, enquanto a
segunda, a China, com um PIB estimado em US$19 trilhões, levam aos EUA as
grandes vantagens negociais. Muitos argumentam que certos segmentos nos EUA
estão sofrendo e o povo americano com a inflação (que não tem se revelado
crescente, o que surpreende os analistas econômicos), mas os EUA estão se
propondo a ser tornar mais ricos e o governo americano arrecadando mais, o que,
veladamente, sabe-se que serve para reduzir a dívida americana internacional.
Enfim, uma “briga de cachorro grande”.
É uma briga tão forte que os membros dos BRICS, que queriam
criar a moeda própria, recuaram e consideram mais importante negociar com os
EUA, os termos de comércio e as tarifas impostas. Não querem perder mercados.
O Brasil, que tem impostas tarifas adicionais de 50% pelos
EUA, sobre milhares de produtos manufaturados, está tendo dificuldades em
negociações, procurando ampliar mercados, principalmente com os países que mais
crescem no mundo, a China e a Índia (este, mantendo taxas incrementais do PIB
acima de 6% anuais, que tem também 50% de impostos), tendo as autoridades
brasileiras agora iniciado negociações americanas. As notícias de ontem, das
primeiras negociações não mostraram ainda resultados.
Comentários
Postar um comentário