CONSELHO DE DEFESA NACIONAL DA VENEZUELA
04-01-2026
A situação de “petição de miséria” (empobrecimento
generalizado, a que o chavismo, iniciado há 27 anos com Hugo Chávez e
aprofundado por Nicolas Maduro, levaram a Venezuela aonde está não decorrendo
de um único fator, mas da combinação de decisões políticas, econômicas e
institucionais, que, antes de Chávez, a Venezuela dependia do petróleo, mas
tinha alguma indústria, agricultura funcional e setor privado ativo. Com o
chavismo, o petróleo passou a representar mais de 95% das exportações; o Estado
abandonou a diversificação econômica; a economia era financiada pela renda
petrolífera. O erro central foi quando o preço do petróleo caiu, o país não tinha
plano B. O sistema político passou a ser uma ditadura velada, mediante forte
repressão e fraudes. Os governos de Chávez e Maduro foram também acusados de narcotraficantes,
vendendo drogas para os EUA, devido à proximidade e grande mercado. Depois de
quase uma década de ameaças, Donald Trump há dois dias fez uma operação relâmpago,
prendendo o Maduro e esposa, levando-os para ser julgados por crimes, em Nova
York e dizem ter provas. Espera-se que haja auditoria da ONU.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, em reunião
de emergência do Conselho de Defesa Nacional, convocou a população para a luta
armada, após a prisão do presidente Nicolas Maduro e de sua esposa. A sua
declaração em rede de rádio e televisão foi a seguinte: “Exigimos a libertação
imediata do presidente Nicolas Maduro, o único presidente da Venezuela, e de
sua esposa, Cília Flores. Se há algo que o povo venezuelano e deste país tem
absoluta certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de
qualquer império”. Trump tem feito declarações de que começou há um ano, um
processo semelhante àquele da Doutrina Monroe: “A América para os americanos”.
E advertiu também a Cuba de que poderá fazer uma intervenção. Já tinha feito
declarações semelhantes ao Panamá.
A advogada Delcy é do núcleo duro do governo da Venezuela
desde 2013. Ela é irmão do presidente do Congresso, Jorge Rodriguez. Ambos são
filhos de pais marxistas e são fundadores do partido socialista.
Ela colocou em prática um decreto que o Maduro deixou
assinado: “Que declara estado de comoção exterior em todo o território
nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das
instituições republicanas e passar de imediato à luta armada. O país deve se
ativar para derrotar esta agressão imperialista”.
O presidente Trump disse ontem que os EUA irão administrar a
Venezuela, por um certo tempo e reorganizar a produção de petróleo e de
minerais. No dizer dele, reativar a economia e diversificar a produção, levando
de volta as multinacionais, que há muito tempo saíram da Venezuela, alegando
hostilidades.
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