RESUMO COMPARATIVO DO PETROLÃO E DO BANCO MASTER
23-02-2026
O foco aqui será em estimativas de valor e relativo impacto.
O Petrolão provocou crise sistêmica com reflexos até hoje. O Banco Master está
causando impacto principalmente no mercado financeiro. Ambos têm valores
escandalosos. O Petrolão é maior.
O Petrolão foi um enorme escândalo de corrupção, envolvendo a
Petrobras, empreiteiras e políticos, revelado em 2014. A Petrobras perdeu
centenas de bilhões de valor de mercado entre 2014 e 2015. Era a maior empresa da
bolsa de valores, disparadamente, em valor de mercado, e hoje é a segunda atrás
do Banco Itaú. Na área dela, Investimentos foram paralisados. Grandes
empreiteiras entraram em recuperação judicial. Os segmentos de óleo, gás e de
estaleiros sofreram retrações. Milhares de empregos foram perdidos na
construção pesada. Queda de confiança dos investidores estrangeiros. O Brasil
teve uma das maiores recessões da sua história recente. Segundo dados do IBGE o
PIB de 2015 caiu – 3,5% e, de 2016, - 3,3%. Queda acumulada por volta de - 7%.
Impacto direto no PIB da época de R$6 trilhões de 0,7% a 0,8%. O impacto
indireto foi muito maior. Economistas estimam que o efeito multiplicador pode
ter contribuído com 1,5% a 2% do PIB dentro da recessão total de 7%. O
escândalo não causou sozinho a recessão, sendoi fator relevante dentro de
cenário já deteriorado.
O caso do Banco Master não envolve paralisação de cadeias
industriais. Não afeta diretamente infraestrutura nacional. Está concentrado no
sistema financeiro. Pode ser absorvido via mecanismos como garantias bancárias.
Isto é, do Fundo Garantidor de Crédito, mas, sem correção monetária. Muitos
terão perdas. Afinal, fizeram aplicações financeiras de alto risco e, por isso,
foram irresponsáveis, tal como fundos de pensão de funcionários públicos.
Dinheiro marcado que terá subtração. Economistas estimam agora que a
repercussão máxima no PIB é de – 0,3%. O valor das fraudes está hoje estimado
em R$52 bilhões. Até o momento é financeiramente expressivo, mas,
proporcionalmente menor e com impacto mais limitado à confiança bancária. Não
chegou ao fim e continua com desdobramentos que têm surpreendido.
Como o objetivo desta lauda é de uma página, sobre a
conjuntura econômica, pode-se dizer, em resumo, que o Petrolão teve efeito
macroeconômico relevante, contribuindo para retração econômica e crise
política, inclusive, para o afastamento da presidência da República, a Dilma
Rousseff, e a prisão do atual presidente Lula, dentre outros. O caso do Banco
Master tem causado grandes prejuízos e fraudes, inclusive no escândalo do INSS
e que estão ainda sendo apurados. É de perguntar-se onde foi parar o dinheiro?
Os cerca de R$52 bilhões, até agora aventados. Ademais, ainda é preciso
responsabilizar autoridades que ainda estão no poder e se protegem com tráfico
de influências. Não sem motivo, a Organização Não Governamental Transparência Internacional
classifica o País com estabilidade em enorme corrupção, onde o Índice de
Percepção da Corrupção tem a nota de 35, na escala de zero a 100, sendo a média
42. Quanto mais baixo o indicador, mais corrupto é o país. Em 2025, foram pesquisados
182 países. Na escala crescente de corrupção o Brasil se colocou em 107º lugar.
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