CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO

 

O governo de JK (1956-1960) criou o primeiro plano de longo prazo, o Plano de Metas, cuja meta-síntese foi a construção de Brasília, em quatro anos. Já havia na época um Conselho de Desenvolvimento. Durante o período dos governos militares (1964-1984) foi acionando órgão semelhante, o Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE) para traçar as grandes metas dos planos econômicos de longo prazo, quando o PIB brasileiro cresceu a taxas muito altas. Por exemplo, durante os anos de 1970, o PIB cresceu mais de 10% ao ano. Existiram, na época, 8 planos de desenvolvimento. Após a redemocratização do País, em 1985, o Brasil deixou de fazer planos de longo prazo e passou a fazer aqueles planos de curto prazo. Foram sete deles, seis fracassaram e, somente, o sétimo, o Plano Real (1994) teve êxito. O objetivo maior era combater a enorme taxa inflacionária daquele período, êxito somente alcançado em 1994. Nunca mais o País fez plano econômico de longo prazo. No máximo, que teve, desde 1994, foi uma agenda econômica de curto prazo.

Com o primeiro governo de Lula, ele reeditou o CDE, mas para ter uma agenda de curto prazo, objetivando manter inflação baixa e crescimento econômico.

Retornando neste ano, o governo Lula ao seu terceiro mandato, ele agora recriou o CDE, mas com o nome de Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável (CDES).

Em reunião de anteontem do CDES, o presidente Lula fez algumas declarações, expostas a seguir: “Quando é que a gente vai tomar decisão de salto de qualidade é aí que entra a decisão política, não é decisão de mercado, não é decisão fiscal. É a gente nesse conselho discutir que País a gente quer para a próxima década. Se for necessário este País fazer endividamento para este País crescer, qual o problema? De você produzir ativos produtivos para este País? Para investir mais em matemática?”

Realmente, declarações equivocadas, de quem não sabe economia. A equipe de ontem à tarde, de jornalistas da CNN, referiu-se aos erros das declarações de Lula e disseram que era melhor (ou é) a questão econômica do País ficar com o Ministro Fernando Haddad, da Fazenda, que está no caminho certo, perseguindo o déficit primário zero, no próximo ano e, depois superávits primários nos próximos anos.

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