ALGUMAS MENSURAÇÕES DO PIB

04-03-2024

O PIB brasileiro de 2024, em termos nominais, alcançou R$10,9 trilhões, conforme o IBGE. Ou, US$2,1 trilhões, conforme a agência de classificação de risco americana Austing Rating, colocando-se o País como a nona economia global, ultrapassando o Canadá, agora em 10º lugar. 

Quando se toma o PIB dividido pelo número de habitantes, ou seja, o PIB per capita, tem-se R$50.193,72, cujo avanço real foi de 2,2%, menor do que o PIB total, que cresceu 2,9%. O primeiro geralmente cresce menos do que o segundo, devido ao alto grau de concentração de renda no Brasil. O PIB per capita dividido por 13 meses daria uma renda média mensal de R$3.861,05, supondo-se que todos fossem trabalhadores. Mas, não é o que acontece. A maioria dos brasileiros é de trabalhadores, mas há também um grande contingente de capitalistas, pequenos, médios e grandes. Dessa maneira, a média da renda por pessoa não é boa medida, para avaliar o brasileiro médio. Na verdade, seria a moda, que, por definição estatística, é a medida mais frequente, sendo a moda, o salário mínimo, de R$1.302,00, em 2023.

A composição do PIB é feita por três setores, na ótica da produção. Primário, secundário e terciário, na divisão clássica do economista Colin Clark. Ou, agropecuária indústria, comércio mais serviços, na visão do economista Wassily Leontief. De 2022 para 2023, a agropecuária cresceu, espetacularmente, 15,1%. A indústria cresceu 1,6% e o comércio mais os serviços cresceram 2,4%.

Sob a ótica da demanda agregada, o consumo das famílias avançou 3,1%, em 2023, em relação a 2024. Já o investimento das empresas recuou 3%, sendo o recuo de máquinas e equipamentos de 9,4%. Aqui está a sinalização de que o crescimento do PIB de 2024 será menor, visto queda do investimento em referência. O consumo do Governo subiu 1,7%, no mesmo período. As exportações avançaram 9,1% e as importações recuaram 1,2%, de 2022 para 2023. 

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) considerou bom o resultado de 2,9% do PIB. Para 2024, ela projeta um PIB crescendo 2%, com o crescimento do crédito superior a 8%. Porém, o crescimento esperado da agricultura será bem menor do que o de 2023, mas a redução da taxa básica de juros irá beneficiar, durante 2024, o consumo das famílias e os investimentos, segundo ela. Por seu turno, o mercado financeiro, consultado semanalmente pelo Banco Central, elevou de 1,7% para 1,8% do PIB, neste ano. Durante o ano passado, em muitas semanas, o mercado financeiro projetava 1,5%.

Em resumo, a estagnação dos meses finais de 2023, observados pelo IBGE, além da forte queda dos investimentos em 2023, deixam claro que o PIB não crescerá tão bem como nos últimos três anos.

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