VISÕES DA POLÍTICA ECONÔMICA

13-05-2024


Os economistas se colocam em posturas ortodoxas ou heterodoxas. Há aqueles que mudam nas duas posições. Porém, ao exercer a política econômica são desastrosas as suas decisões. Veja o caso do período de 1986 a 1991, do Plano Cruzado, Plano Bresser, Plano Verão, Plano Collor I e Plano Collor II. O que aconteceu? A inflação virou uma biruta de uma bússola, mas sempre indo para cima, até chegar ao processo hiperinflacionário, quando a inflação passa de três dígitos. Somente com o Plano Real que a economia monetária se estabilizou. A questão então é como manter a inflação sobre controle?

Na posição do atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a busca pelo pleno emprego da mão de obra acarreta elevação da demanda doméstica e, como a oferta não cresce na mesma taxa, o hiato é resolvido pelo processo inflacionário. A visão assim, ortodoxa, baseia-se principalmente em teoria econômica de 60 anos atrás, chamada de curva de Philiphs, pela qual quanto o desemprego diminui a inflação cresce e vice-versa. Mas, o Banco Central também correlaciona o valor do dólar em relação ao valor do real, os preços das matérias primas no mercado mundial e os juros do Banco Central Norte Americano. Há, na maioria dos bancos centrais globais a posição ortodoxa.

Daí, vem a forma de atuar do banco central de forma global. Novamente, uma outra teoria econômica é exposta, qual seja a de que a esfera produtiva é função da esfera monetária. Logo, o controle da inflação se dá pelo controle da taxa básica de juros, a qual influencia todas as outras taxas de mercado financeiro.

As posições dos economistas heterodoxos é a de que, se a inflação é de demanda agregada, tem-se também que se levar a oferta agregada. Somente há o fato de que a taxa de incremento da demanda agregada geralmente é maior do que a da oferta agregada. A diferença é a inflação. A inflação bem pequena, menor do que 2%, é boa para o sistema econômico, segundo Ignácio Rangel, porque contribui para o desentesouramento.

Em termos gerais, nem tanto, nem tampouco. A ortodoxia deve prevalecer, mas não ao ponto de radicalizar, de deixar um hiato muito grande entre PIB, moeda e as suas velocidades de circulação. As dosagens devem ser bem administradas.

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