ATA DO COPOM EXPLICA PARADA DA SELIC

 

06-08-2025

ATA DO COPOM EXPLICA PARADA DA SELIC

A ata do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC), divulgada ontem, relativa à decisão do dia 30 de julho, deste ano, de parar com as elevações da taxa básica de juros, a SELIC, mantendo-a até dezembro vindouro, veio focalizando que a inflação ainda está longe do centro da meta de 3%, inclusive, também distante da meta mais o viés de alta, de 4,5%, que seria o pico. A inflação ainda está acima de 5% e a projeção média de mercado de dois dias anteriores é de 5,02%, no Relatório de Mercado do BC.

Um dos registros da ata do colegiado referido se reporta à elevada incerteza nos cenários, que leva a uma maior cautela na condução da política monetária. Revela o BC que seguirá vigilante nos passos futuros da política monetária, podendo haver ajustes para cima ou para baixo se necessário. Por isso mesmo, a ata do COPOM se refere a que os juros continuarão contracionista por período prolongado.

Muito embora é possível perceber uma desaceleração da economia nacional, por seu turno, o mercado de trabalho continua aquecido, bem como a demanda agregada, contrariando aqueles que esperavam um crescimento menor do que 2% neste ano. A projeção esperada é de que fique acima de 2% em 2025. A estimativa do COPOM é de que a taxa de inflação deste ano fique em 4,9% e para o próximo em 3,4%. As projeções do órgão estão acima do centro da meta inflacionária de 3%.

Para o COPOM o cenário externo está mais incerto do que antes. Para hoje está prometido que os tributos sobre as exportações brasileiras terão o adicional elevado de 10% para 50%. Por exemplo, para a carne bovina o tributo final poderá ser de 75%. Ademais, os EUA estão zangados pelo fato de o Brasil insistir em comprar mais petróleo da Rússia, o que, para os norte-americanos, está alimentando mais a guerra com a Ucrânia, ameaçando elevar mais ainda os tributos. Porém, a ameaça não é só com o Brasil, mas com a Índia e a China. Com esta os acordos estão mais próximos.  Repete-se aqui o que já foi dito. Os juros básicos da economia estão sendo de 15%, previsto até o final do ano, justamente porque há déficit primário e o governo federal tem de rolar a dívida pública, captando mais dinheiro e a taxa tem que ser atrativa.

 

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