COMEÇARÁ TERCEIRA ONDA DE TARIFAS ADICIONAIS

 

08-08-2025

Baseado na troca desigual, o presidente Donald Trump, desde o início de um segundo mandato presidencial, alegando que os EUA tarifavam menos do que os seus parceiros comerciais, ele começou o seu mandato, estabelecendo a primeira onda de ameaças de tributos, para fazer negociações e estabelecer tarifas que poderiam fortalecer a sua economia, devido ao fato de que vários segmentos praticamente desapareceram nos EUA, depois de uma concorrência desigual internacional, segundo ele, em que as tarifas de fora eram maiores do que a de dentro daquele país, além do que muitos deles poderiam fazer “dumping”. Isto é, chegar a vender até a um preço menor do que o seu custo de produção, inviabilizando a concorrência naquele extenso território.

Começou os EUA, no início do ano, anunciando uma forte onda de tarifas, ultrapassando especificamente, mais de 100% para a China, visando negociações, quando ficou assegurada uma trégua de 90 dias, as quais depois caíram para uma tarifa média adicional de 10% para quase todos os parceiros comerciais. A segunda onda de tarifas começou em julho, de forma semelhante à primeira onda, quando aos 10% se acrescentou 40%. Neste agosto ficou em média 50% as tarifas adicionais impostas pelos EUA a muitos países e, também, para muitos deles. com exceções dos 50%, mas mantendo-se os 10%, para produtos de interesses das empresas norte-americanas e as fortalecendo nas pautas das suas importações, além de atrair capitais para lá.

Agora, neste agosto, há dois dias, o presidente Trump declarou que cobrará tarifa de 100% sobre chips semicondutores importados pelo país, que se aplicaria sobre todos advindos do exterior. Porém, não se aplicariam aquelas empresas que se comprometerem e comprometeram a fabricá-los nos EUA ou que estão em processo de construção naquele país. Bem clara a intenção de gerar emprego e renda em solo norte-americano, além dos efeitos econômicos derivados de participar de cadeias produtivas. Ademais já tinha se referido a que serão elevadas as tarifas, de forma estratosférica, para aqueles países que continuam comprando petróleo e fertilizantes da Rússia, fato que, segundo os EUA, gera recursos para fomentar a guerra com a Ucrânia, cujo prazo para acabar dado pelos EUA, em seu poder “imperial”, hoje se encerra.

Segundo a agência de notícias AFP, o Brasil e a Índia, ambos contemplados pelos EUA com tarifas adicionais de 50%, ambos os países, procurando defender a bandeira do multilateralismo, próprio do espírito do bloco de países chamado de BRICs, onde o presidente brasileiro tem feito declarações mais agressivas ao poderio dos EUA, inclusive, lançando a bandeira de uma moeda única para o grupo, algo que poderia dar mais poder de fogo aos BRIC. Em negociações com o dólar e o euro, no que aborrece o presidente Donald Trump, além dele estar contrariado com a prisão domiciliar do presidente Jair Bolsonaro, mesmo sem ser ainda julgado.

O foco principal desta página é a economia brasileira. Convém registrar que, segundo pesquisa da Datafolha de dezembro de 2024, 61% dos brasileiros acreditavam que a economia brasileira “estava no caminho errado”, bem como 45% acreditavam que a situação econômica do País tinha piorado em 12 meses. No cenário deste ano, quando começou o tarifaço, sem hora para acabar, o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), fundado em 1986, enquete de julho de 2025, considerou que 58% dos brasileiros entrevistados afirmaram que a economia “está no caminho errado”, enquanto 35% consideravam que a economia “está no caminho certo”.

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