CONTINUAM GASTOS PÚBLICOS MAIORES DO QUE A ARRECADAÇÃO
05-07-2025
O problema central do Brasil, na
história passada e na história recente, à exceção do período de 1998 a 2013,
quando houve superávit primário por 16 anos na economia brasileira, o País cresceu
a taxas superiores a 3% ao ano, tem sido o excesso de gastos sobre as receitas
públicas. Isso gera dependência crescente do endividamento público.
A posição é reiterada agora na quinta
reeleição de Paulo Skaf para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(FIESP). Em sua primeira entrevista, após retorno à presidência da FIESP, ele
disse: “Os governos tem que parar de serem gastões. Quando os governos gastam
mais do que arrecadam, geram déficits, pressiona a inflação, eleva juro. Isso
faz mal ao Brasil. Vamos tentar sensibilizar o governo de ter a
responsabilidade de controlar gastos. Neste momento não há nada mais importante
para a economia brasileira do que a redução dos gastos públicos”.
Skaf ponderou que, mesmo que o
governo encerre este ano dentro da meta fiscal, qual seja, se até tiver um
déficit primário de 0,25% é amparado em lei. No entanto, isto fragiliza a
economia, visto que o Tesouro Nacional tem que emitir mais títulos públicos,
para rolar o pagamento de juros. Afinal, se houvesse superávit primário estes
seriam para pagar os juros do endividamento.
Skaf ainda criticou a busca do
governo central em elevar ainda mais a carga tributária, como fez recentemente
com aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras e de ter
enviado Medida Provisória para onerar as letras de crédito do agronegócio e do
crédito imobiliário, até então isentas de imposto de renda. Ele disse que o
País não aceita mais pagar aumento de tributos e que os juros básicos no
patamar de 15% ao ano encarecem muito a produção industrial. “Tempos muitos
outros desafios. Para fortalecer nossas indústrias, precisamos não só trabalhar
o mercado internacional, precisamos ter um ambiente não hostil ao Brasil. Precisamos
ter um juro que não seja distorcido, precisamos das mesmas condições que nossos
concorrentes têm lá fora. E, para isso, há o papel muito forte do governo”,
disse ele. Paulo Skaf é uma liderança muito expressiva e já postulou o exercício
da presidência da República. Sua voz soa forte no meio das classes empresariais.
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