JUROS PAGOS PELAS FAMÍLIAS

 

24-08-2025


Em relatório específico, relativo ao mês de maio, o Banco Central (BC) divulgou que as famílias endividadas comprometem cerca de 10% de sua renda só com o pagamento de juros. A proporção é de cerca de três vezes o que comprometem 16 países da área da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, baseada na Europa. A constatação do BC se espelha nos dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS, sigla em inglês), com sede na Suíça.

O endividamento das famílias brasileiras é mais de curto prazo, principalmente em cartão de crédito e em cheque especial. Referidas modalidades são mais simples, não exigem projeto de investimentos e tem disponibilidade instantânea na conta dos cidadãos. Em contrapartida são bastante caros. Infelizmente, por uma questão de falta de educação financeira. Na verdade, baixo nível educacional não permite que se perceba como os juros das citadas modalidades de crédito são escorchantes. Então, os bancos e financeiras se fartam. É somente examinar as taxas de lucros dos bancos, quando se percebe que eles, geralmente, apresentam taxa de lucro acima de 15% ao ano.

A série histórica do BC se iniciou em 2005. O dado de maio deste ano é o maior dela, de 9,86%. Em 2023 tinha sido o pico. Porém, pelo Programa Desenrola, que permitiu alongar o perfil da dívida de muitas famílias, os juros passaram a ter uma carga maior pelo endividamento mais longo.  

 

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