MAIS PROPOSTAS DE GASTOS
12-08-2025
O Congresso Nacional aprovou que o governo consiga fechar o
seu orçamento deste ano com um déficit primário zero, com margens de tolerância
de 0,25%, para mais ou para menos. Mas, sendo um governo gastador os 0,25% está
sendo visto como rombo permitido de até R$31 bilhões. Até julho, a estimativa mais
recente de que o rombo nas contas públicas já ultrapassava R$26,3 bilhões. Ou
seja, haveria uma folga de R$4,7 bilhões. Em vista do tarifaço de 50% sobre as
empresas exportadoras, o Ministério da Fazenda pretende abrir uma linha de crédito
de R$4,5 bilhões e devolver para as citadas empresas R$5 bilhões de tributos
previstos no Programa Reintegra, para as indústrias de exportação de
manufaturados. Por oportuno, pede o ministério que seja autorizado uma exclusão
dos R$9,5 bilhões da meta fiscal, via projeto de lei complementar.
Além dos R$31 bilhões previstos estão também fora os gastos com
precatórios, devido as sentenças judiciais, e ressarcimentos do INSS, no valor
de R$74,9 bilhões. Conforme visto acima, os gastos públicos estão turbinados e o
consequente endividamento.
Devido à agilidade que se deve ter, para atender aos
segmentos produtivos atingidos pelo citado tarifaço, o governo federal quer excepcional
os referidos gastos, procurando retirar os R$9,5 bilhão da meta fiscal deste
ano.
No Plano de Contingência, para enfrentar o tarifaço, foi
também anunciada a criação de uma linha de crédito de R$30 bilhões para os
exportadores de manufaturados. Claro que os exportadores gostaram. Mas, quem
não gostou foram os economistas contrários a tão grandes gastos públicos, que,
decerto, é também inflacionário.
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