MENTALIDADE IMPERIALISTA

 

16-08-2025


Sem dúvida, a reunião de ontem no Alaska, entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, traz de volta a mentalidade imperialista. Ou seja, aquela em que as potências atômicas, “armadas até os dentes”, havendo no mundo hoje cerca de 12 mil ogivas nucleares, ameaçam invasões de territórios. Trump disse que houve grande progresso na reunião com Putin. Por seu turno, na negociação com a China, está dada mais uma trégua de 90 dias, somente impondo 10% de tarifas adicionais. No relacionamento entre imperialistas está, no fundo, aparecendo haver mais acordo do que discordâncias. Estas estão mais na ordem das bravatas.

Em 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia, tendo a ideia ganho força. Até o Ministro das Relações Exteriores daquele país, estava vestindo a camiseta com a sigla CCCP, da extinta União Soviética, na preparação da reunião entre os dois presidentes, bloco referido que congregava 15 repúblicas socialistas soviéticas.

No início do segundo mandato de Trump, neste ano, ele ameaçou tomar a Groelândia, território da Noruega, reanexar o Canal do Panamá, tornar o Canadá o 51º estado norte-americano e, enviar suas tropas ao México, devido às fortes imigrações e o tráfico de drogas. Recentemente, ameaçou combater os cartéis de drogas da América Latina.  Por seu turno, bombardeou o Irã, para destruir suas usinas atômicas, além da ameaça de defesa de Taiwan, no caso de uma tomada chinesa. Arremeteu também interesse em “terras raras” ucranianas, em sua proposta de intermediação do fim da guerra. Trump têm referências a cerca de 200 anos da Doutrina Monroe, que apregoava, em síntese, “a América para os americanos”. Ademais, iniciou uma guerra comercial com muitos países globais, que está na terceira onda de negociações.

Desde o dia 06, deste mês, que o Brasil tem cerca de 60% das suas exportações com tarifas adicionais de 50%. As autoridades procuram minimizar a repercussão disso nas mais de 10 mil empresas exportadoras brasileiras e, pouco tem feito para a negociação, chamada por Trump, em seu livro best seller “A Arte da Negociação”. Pelo contrário, tem trocado farpas, como se “David vence Golias”. Ir à mesa da negociação é o caminho correto, que quase todos os países estão indo.

  

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