PLANO BRASIL SOBERANO
14-08-2025
No dia de ontem o governo federal lançou o Plano Brasil
Soberano. A Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC) avaliou
positivamente as medidas anunciadas. Porém, destacou a necessidade políticas
estruturais para garantir a estabilidade e a competitividade dos setores
produtivos no longo prazo. A resposta ao tarifaço adicional de 50% dos EUA sobre
inúmeros produtos brasileiros de exportação, notadamente de manufaturados, do
dia 06 deste mês, veio ontem. Os economistas mais críticos afirmaram que o
plano envolverá mais gastos adicionais de R$9,5 bilhões, que devido a urgência
e a tempestividade fizeram ao governo federal pedir que não conste da meta fiscal,
de 0,25% de tolerância, por volta de R$31 bilhões, que estaria estourada, visto
que até julho já foram reconhecidos excesso de gastos mais de R$26 bilhões,
além da arrecadação do orçamento anual. As duas principais críticas são de quem
mais despesas públicas elevam a inflação e exigem mais endividamento do governo
central.
O plano foi estruturado em quatro bases. Uma linha de crédito
de R$30 bilhões do Fundo Garantidor das Exportações; prorrogação do regime de
drawback, que é um sistema aduaneiro especial, que isenta, suspende ou devolve tributos,
com elevação de alíquotas; o diferimento de tributos federais, que significa
adiar pagamentos; programa de compra pública de alimentos.
Segundo a CNC as ações podem mitigar os efeitos imediatos da
redução das exportações. Entretanto, a CNC também vê que há elevação de gastos
públicos fragiliza ainda mais o orçamento público. A Confederação também bate
nas teclas de que é preciso reduzir os custos de produção, reduzir as taxas de
juros, conter o aumento dos preços ao consumidor e a retração da atividade
econômica. Tarefas que nem sempre são conciliáveis. Enfim, para a entidade é
preciso preservar os empregos e aumento do nível de renda e o crescimento econômico.
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