01-10-2025 - Fundamentos da economia brasileira

 1. Dimensões e estrutura do PIB

O País tem a décima economia global. Porém, bom refletir, o quinto território e a quinta população. Setor de serviços se aproxima de 70% do PIB, a indústria (Incluindo a agroindústria), 20%, agricultura pura, 10%. Nos três setores está o agronegócio, um dos que tem bens dependentes das exportações. Daí, o crivo dos 50% das tarifas do governo de Trump, que não tem competência com o agro daqui. Pior, crivo, dos produtos manufaturados.

2. Política monetária

Desde 1999, o País adotou o sistema de metas de inflação, fixadas pelo Conselho Monetário Nacional, atualmente, de 3% anuais, mediante tolerância de 1,5% de viés, para mais ou menos. O Banco Central usa a Selic para controlar a inflação. 

3. Política cambial flutuante. BC entra ou não para que a taxa reflita a paridade da moeda brasileira em relação ao dólar.

4. Política fiscal exercida pelo Ministério da Fazenda, mediante controle das contas públicas, em busca de superávit primário, para pagar juros da dívida, mas se encontra, desde janeiro de 2023 em déficit primário, o que só tem elevado a dívida pública, sufocando os gastos e pressionando para juros elevados.

5. Setor externo 

O balanço de pagamentos é o documento que registra a contabilidade com o exterior. Composto de: balança comercial superavitária, devido exportações de commodities e menores exportações; balança de serviços, sempre )deficitária, que inclui principalmente serviços da dívida externa, transportes, fretes, seguros, dentre outros. A soma das duas referidas balanças sempre foi deficitária, sendo o balanço de transações correntes; balança de capitais, geralmente positiva, para pagar o déficit em conta corrente.

6. Sistema financeiro com bancos sólidos e regulados pelo BC. Mercado de capitais financeiros ainda acanhado devido aos golpes do passado e falta de confiança. 

7. Mercado de trabalho crescentemente informal (mais de 40%), devido forte tributação è regulamentação, para não dizer “proteção”.

8. Inflação e estabilidade da moeda 

Depois de cerca de dez padrões monetários, em 1994, um truque, usando a URV, instalando o padrão da moeda, que se chama de “real”, o País obteve estabilidade relativa da moeda.

9. Investimentos e produtividade

No passado, o País já obteve taxas de investimentos superiores a 20% (anos de 1970). Porém, por sucessivas crises de realização, vem obtendo taxas inferiores a 17% anuais, o que não tem permitido crescer bem. No entanto, o agronegócio tem feito voos de águia, em produtividade crescente ao nível mundial. Não se pode dizer o mesmo dos outros setores, que tem de ser desidratados para refletir a evolução.

10. Dívida pública 

Nível bem elevado e maior do que 70% do PIB. Reiterados vezes aqui se tem referido a que não se deve passar de 60%, conforme análise de projetos.

11. Desigualdades e inclusão social 

O País, repete-se aqui, que tem o 10o PIB mundial, também, está entre os 10 mais desiguais na distribuição de renda. Portanto, tem feito programas sociais, tipo Bolsa Família, sem uma avaliação precisa, de como emancipar imenso contingente de trabalhadores, além de dever estimular o trabalho, para que não se tenha aqueles que vivam de estímulos, tipos cotas de proteção ou de reparação, além de “pé de meia”, quando o País precisa de mais, conforme o lema que “cada um cumpra o seu dever”. 

Relembrando o texto do professor Darcy Ribeiro, aquele mesmo que inspirou o CIEP, em filosofia diferente da implantada, mas, repetindo, inspirada, “Sobre o óbvio”. 

Tem-se  que trabalhar e não esperar ajuda.

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