ACORDOS COMERCIAL DO MERCOSUL COM PARTE DA EUROPA
18-09-2025
O livre comércio internacional, uma bandeira mundial desde o
final da segunda guerra, culminando com a Organização Mundial do Comércio (OMC),
veio produzindo blocos de países em distinta união, produzindo resultados para
seus membros. Firmaram-se a União Europeia (UE), Organização dos Países
Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP), o bloco da América do Norte
(NAFTA), O Pacto Andino (de alguns países da América do Sul), o Mercosul
(também de países da América do Sul), dentre outros.
Nada obstante a luta pelo comércio livre, no âmbito da OMC,
onde se debatem e se firmam acordos comerciais bilaterais ou multilaterais, o
atual governo norte-americano, no segundo mandato do presidente Donald Trump,
iniciando-se neste ano, tornou-se mais protecionista ainda, impondo elevadas
tarifas aos parceiros comerciais dos EUA.
Desde 1995, portanto, mais de 20 anos, que o Mercosul, onde o
Brasil é líder, tenta fazer um acordo comercial. `Porém, isto não aconteceu e
dificilmente acontecerá com o conjunto de países da União Europeia. A principal
causa, em resumo, está no setor produtivo da agropecuária. A produção europeia
se dá principalmente em propriedades familiares e em pequenas extensões de
terras, onde, os governos subsidiam fortemente a produção agrícola e pecuária. Portanto,
seus custos de produção são mais altos do que os das propriedades brasileiras,
onde o agronegócio ganhou enormes proporções em terra, produção e
produtividade, estas, entre as maiores do mundo.
O que foi possível até agora foi firmar o acordo comercial do
Mercosul com o bloco EFTA, formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e
Suíça, cujo mercado consumidor de lá é estimado em 290 milhões de consumidores,
mediante PIB agregado de U$4,39 trilhões.
A esperança do Brasil é de firmar ainda neste ano o acordo
com a União Europeia. Algo muito difícil, visto que a oposição é grande,
principalmente a dos fortes políticos dos agricultores franceses. Referido
acordo, feito no conjunto das representações, tem que ser referendado pelos
parlamentos de todos os países do citado bloco.
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