ATAQUES CIBERNÉTICOS
08-09-2025
Os ataques cibernéticos ao sistema financeiro é uma tentativa
deliberada de criminosos digitais (hackers) de comprometer, interromper, roubar
ou manipular informações e recursos de instituições financeiras, tais como
bancos, corretoras, fintechs, sistemas de pagamento de até ao Banco Central
(BC).
Os ataques cibernéticos se intensificaram neste final de
semana. Pela segunda vez, em menos de 48 horas, o Banco Central emitiu mais
alertas às instituições financeiras e identificando o centro dos ataques ao Banco
Triângulo (Tribanco). Esta instituição pertence ao grupo atacadista Martins, a
qual oferta serviços financeiros para empresas varejistas. O BC adiantou que o
Tribanco teve invasão das suas contas de clientes, mediante subtração indevida
de valores financeiros. Os ataques aconteceram no dia 06. As demais orientações
do BC são de que as corretoras tenham bloqueados cripto ativos eventuais sobre
valores oriundos desses ataques. Outro ataque se deu na instituição financeira
não autorizada E2 Pay, também, resultante de subtração de valores. Neste
segundo caso, foram identificadas cerca de 400 contas de laranjas, que receberam
valores subtraídos de contas dos clientes.
A principal orientação do BC é de que os bancos, em geral,
monitorem as suas contas bancárias. Na verdade, a tarefa é de gerente de contas
que deve examiná-las cotidianamente. O correntista também. As, isso não ocorre
entre eles com frequência. Uma prova disto é que há muitos bilhões de dinheiro
esquecidos. Encontra-se no Sistema de Valores a Receber do BC. Até junho de
2025 havia R$10,56 bilhões disponíveis para resgate de pessoas físicas e jurídicas.
Em torno de R$8,03 bilhões pertencem a mais de 48,2 milhões de pessoas físicas.
Outros R$2,53 bilhões estão disponíveis para mais de 4,4 milhões de empresas. Muito
mais do que existe hoje disponível, o sistema referido já restituiu mais de
R$11 bilhões. Para consultar e resgatar deve ser acessado o site oficial valoresareceber.bcb.gov.br.
A intensificação de ataques cibernéticos tem ocorrido desde
que a Operação Carbono Oculto se iniciou contra atuação do Primeiro Comando da
Capital (PCC), em negócios regulares da economia formal, tais como nos
segmentos de combustíveis e financeiro.
No dia 05, passado, o BC anunciou a limitação de R$15 mil de
PIX e TED para instituições de pagamento não autorizadas e que se conectam à
rede financeira, através do Sistema de Prestadores de Serviços de Tecnologia da
Informação. A autarquia está disposta a fechar brechas nos sistemas financeiros
para o crime organizado.
Nos próximos anos haverá o sistema do Real Digital (DREX),
que é um projeto do BC. Em outras palavras, trata-se da moeda digital do BC (1 DREX
= 1 real). De antemão há obstáculos acerca da privacidade do sigilo bancário. O
DREX não será de uso direto do cidadão e passará a ser uma plataforma institucional
de tokenização de ativos e reconciliação de garantias. A primeira versão está prevista
para ser lançada em 2026. A demora do seu lançamento deve ter todo o cuidado para
evitar ataques cibernéticos.
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