DE COMPETÊNCIA POLICIAL PARA CAMPANHA MILITAR

 

04-09-2025


Que os barcos de guerra dos EUA se posicionaram na região do Caribe, próximo da Venezuela, isto já é por demais sabido; que a explicação disso se deve ao combate ao tráfico de drogas é dito pelos EUA; que os EUA oferecem uma recompensa de US$50 milhões pela captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, não permitindo que ele saia do seu país, tendo como desculpas a fraude nas eleições presidenciais e que Maduro seria chefe de grupos de traficantes é também a alegação daquele país; que a ameaça de combate aos narcotraficantes é dirigido à América Latina, também é dito; que agora os EUA bombardearam uma lancha em operação militar é a novidade, lancha esta de origem da Venezuela. Matou mais de 10 pessoas. Assim, o combate às drogas passou do teatro de operações de competência policial para campanha militar. As ameaças dos EUA se devem a todos aqueles países que tem suas facções criminais e, o Brasil está incluído, sendo citado o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Enfim, no passado dos anos de 1960, 1970 e 1980 os EUA interviram militarmente em vários países da América Latina. Assim, rumores continuam sobre campanha militar e os EUA declararam que estão defendendo a sua Constituição, sobre liberdade, direitos humanos e democracia, também ameaçando quem for de encontro aos seus princípios consagrados. 

Em 1964, os EUA apoiaram o golpe militar, no Brasil, cujo regime demorou 21 anos, em estado de exceção, através da diplomacia, da presença de agentes da Central de Inteligência Americana (CIA, sigla em inglês) e da ostensividade da Sexta Frota dos Marines na costa atlântica brasileira. Não desembarcaram porque os militares brasileiros realizaram a chamada Revolução de 1964. Mas estavam preparados para tal.

Economicamente, as tarifas adicionais de 50% sobre os produtos manufaturados brasileiros vêm tendo consequências econômicas negativas para o País, visto que as importações deles vem sendo taxadas com força e o País tem perdido competitividade. Ademais, há reflexos negativos nas cadeias produtivas nacionais.

As tensões comerciais entre Brasil e EUA têm crescido e os norte-americanos dizem que não hesitarão em elevar ainda mais as tarifas e outras sanções, tais como nos seus investimentos no Brasil, nas transferências de capitais, financeiras e tecnológicas.

No site da CNN Brasil de hoje o jornalista William Waack declarou que “Um cenário sufocante se desenha para o Brasil”. Vale dizer que “O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não levou a Casa Branca a adotar medidas adicionais contra autoridades brasileiras ou contra o próprio País. Ainda. Caso essas medidas venham, o que é um cenário altamente provável, elas se somarão a um cerco já sufocante. Bancos brasileiros foram questionados por autoridades do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sobre o cumprimento da Lei Magnitsky, que, até o momento, foi aplicada apenas contra o Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes... Paralelamente, a investigação aberta pelo Representante do Comércio dos Estados Unidos contra práticas brasileiras se vem mostrando bastante agressiva. Esse processo tem se alimentado por uma série de empresas americanas de diferentes setores, entre eles concorrentes do agronegócio, que viram na atual conjuntura uma oportunidade de obter vantagens sobre empresas e exportadores brasileiros”.

Ademais, o sistema financeiro dos EUA tem deixado de receber várias comissões do sistema PIX e ao mesmo Representante tem feito queixas para taxá-lo. “Ninguém” quer perder receita, principalmente financeiras e bancos, que obtêm altos lucros. Lá e aqui.   

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