JANTAR DE TRUMP COM REPRESENTANTES DAS BIG TECHS

 

06-09-2025


Chamam-se de big techs aquelas empresas de alta tecnologia, tal como a desenvolvida e chamada inteligência artificial. São elas, disparadamente, os maiores conglomerados de empresas do mundo. Para elas existe até uma bolsa de valores, separada em negociações, da bolsa de Nova York, mas, também, em Nova York, que é o centro financeiro do mundo. Chama-se aquela de Nasdaq. Os valores de mercado dela são astronômicos. Em sua expansão, por décadas recentes, desde, pelo menos, os anos de 1970, elas terceirizaram as produções pelos grandes países do globo, tais como a China, a Índia, a África do Sul, a Coreia do Sul, indo além até dos Tigres Asiáticos, alegando locais de mão de obra barata e de menos tributação. Para o presidente Donald Trump isto causou um processo de desindustrialização dentro do território norte-americano e gerando desemprego. Assim, seu forte propósito no seu segundo mandato, iniciado em janeiro, tem sido de fazer retornar os investimentos, para os EUA se tornarem mais ricos ainda, reforçando a sua posição de America First, lema do seu governo.

Desde o início do ano que Donald Trump tem se reunido com poderosos grupos econômicos dos EUA, tal como os do ramo de aciarias e de produção de minérios em terras raras, para redefinir estratégias de incentivos lá, para aquelas atividades de geração de alto valor agregado, o que fortalece qualquer economia.

No dia 04 deste mês, Donald Trump se reuniu na Casa Branca com os principais dirigentes das referidas empresas, não por acaso, os homens mais ricos do globo. Desde que voltou para o seu segundo mandato, Trump tem adotado uma posição mais protecionista, ao contrário do que os governos anteriores de lá defendiam, um comércio mais livre possível, no âmbito da Organização Mundial do Comércio. Começou ameaçando o mundo e depois impondo ondas de tarifação de importações, alienando parceiros comerciais, provocando volatilidade nos mercados financeiros e alimentando a incerteza da economia globalizada. Na verdade, um retorno à política do passado longínquo dos Estados Unidos e, em especial, ressuscitando, em parte, a Doutrina Monroe, de 1824, que também apregoava “A América para os Americanos”.

No caso das big techs, Trump assim se referiu no dia 04: “Sim, já discuti isso com as pessoas aqui. Chips e semicondutores. Vamos impor tarifas às empresas que não participarem. Vamos impor tarifas muito em breve”. Donald Trump exerce o papel indutor do capitalismo, qual seja o da lei econômica de que “o capital vai para onde é maior a taxa de lucro”, o que é muito óbvio.  

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