QUESTÃO DE COMÉRCIO MUNDIAL
20-09-2025
Não é correto dizer que o Brasil é uma país “fechado” ao
comércio. Isto era um dizer de muitos economistas do passado. O País tem uma
participação significativa no comércio exterior. A corrente do comércio do
Brasil (exportações mais importações) representou por volta de 34% do PIB em
2023. Em 2024, o número foi de 35,5% do PIB. As exportações de bens e serviços corresponderam
a 18% do PIB em 2024. As importações corresponderam a cerca de 17,5%. O saldo
comercial tem sido muito bom em dezenas de anos seguidos. O problema é no balanço
de serviços, no qual o País, historicamente, é deficitário, pagando juros de
dívidas, transportes, seguros, dentre out4ros.
Agora, querer minimizar os efeitos do tarifaço de Donald
Trump de 50% adicionais sobre as exportações de produtos manufaturados é de um
não senso geral. O País tinha que negociar, como todos os demais do globo e não
tem feito, em atitude burra. Onde já se viu um pequeno ganhar do grande na
quebra de braço?
O resultado já tem se mostrado com redução do crescimento do
PIB.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, Carlos
Fávaro, as parcerias do Brasil com novos mercados consumidores ajudaram a
amenizar significativamente os impactos do tarifaço norte-americano no País.
Ouro de tolo é essa estória do Brasil no bloco dos BRICs,
Um país emergente, de tamanho territorial e populacional que
nem o Brasil, como a China, a Índia, a Rússia, todos fundadores do BRIC, os
três, tem bomba atômica. O País, não, e está proibido de tê-la, no papel ou
veladamente. Veja-se o caso do Irã, que os EUA destruíram artefatos de lá e possiblidades
de continuar.
Sem mais, o País também não tem a arma monetária. São várias
frentes de luta.
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