RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
09-09-2025
Pelo Relatório Semanal de Mercado do Banco Central (BC),
denominado de Boletim Focus, desde o ano 2.000, ele apresenta às segundas
feira, como foi ontem, relativo à pesquisa de mercado da semana anterior.
Trata-se de um termômetro sobre os principais indicadores da economia
brasileira, tais como PIB, inflação, taxa básica de juros e cotação do dólar
comercial. A principal questão que os entrevistados levantam é sobre o
crescimento econômico e as suas principais correlações de mercado.
Os economistas das cerca de 100 instituições financeiras
informaram que as medianas estão indicando que poderá haver redução no
incremento do PIB neste e no próximo ano. Os entrevistados revelaram que o PIB
poderá crescer 2,16%, não mais 2,19% como estimado na semana passada, conforme
mediana calculada, em 2025. Para 2026, a previsão é de incremento do PIB de
1,85%, perante 1,87% da semana passada. Sem dúvida, uma economia que trabalha
com déficit primário, realiza muito mais gastos improdutivos do que
investimentos, sendo ocioso dizer que são estes os produtivos. Ademais, ter
déficit, quando deveria ser superávit, visando pagar os juros vincendos,
pressiona a tomada de dinheiro no mercado financeiro e cresce o endividamento.
A mediana calculada para a inflação ficou estável, neste ano,
em 4,85%, após 14 semanas consecutivas de queda prevista. Para 2026, foi
levemente ajustada para 4,30%, perante 4,31% da semana anterior. Como a meta da
inflação é de 3%, com viés de alta de 1,5%, para este ano poderá haver estouro
deste teto. Já para o ano que vem haverá acolhimento no teto da mediana então
estimada.
O Boletim Focus continuou mostrando as apostas na
estabilidade da taxa básica de juros de 2025, em 15% e de 12,5% para 2026, pela
32ª semana seguida. Enquanto houver déficit primário e o governo federal for ávido
em aumentar a dívida pública, já que não tem outra maneira, mesmo que a
inflação caia abaixo de 5%, mas a taxa SELIC não cairá de dois dígitos, pelo
menos, nos dois anos em referência, segundo o mercado financeiro.
Os entrevistados fizeram pequeno ajuste na taxa de câmbio
deste ano, de R$5,56 para R$5,55. Para 2026, de R$5,62 para R$5,60.
Enfim, a economia brasileira continua engessada, sendo seu
caminho lento em direção ao crescimento econômico (PIB incrementado por volta
de 2%), ao contrário de países emergentes, tais como a Índia e a China (obtendo
elevadas taxas de crescimento PIB subindo acima de 4% anuais), mesmo enfrentando
tarifas elevadas da política econômica norte-americana, atualmente, mais
protecionista.
Relembre-se aqui que o propósito deste artigo de uma página é
servir para discussão introdutória em sala de aula da disciplina economia brasileira.
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