SANÇÕES PROVÁVEIS AOS BANCOS BRASILEIROS
07-09-2025
A arma monetária dos EUA, baseada no dólar norte-americano, mediante
sanções, vem sendo amplamente usada pelo mundo, em países como a Rússia, Cuba,
dentre outros, agora também no Brasil. Começou com a decretada punição ao
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, pelos EUA, no âmbito
da lei Magnitsky, não somente cancelando o seu visto de ingresso naquele país,
mas também ao relacionamento dos bancos brasileiros que negociarem em dólares,
que tenham as contas e relacionamentos com o citado ministro, além das empresas
a ele relacionadas e a parentes. Por aqui “as coisas” ainda não estão muito
claras, sendo examinadas pelos departamentos jurídicos de diversas
instituições.
Dessa forma, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros,
órgão do Tesouro dos Estados Unidos, fez uma notificação aos cinco maiores
bancos, tais como o Itaú/Unibanco, Banco do Basil, Bradesco, Santander e BTG Pactual,
acerca das medidas adotadas para cumprir a referida lei.
O governo dos Estados Unidos acusa o referido ministro de
efetuar “detenções preventivas injustas”, veladamente, refere-se a um grande
contingente de cidadãos presos, muitos ainda sem julgamento. De “silenciar
críticos políticos” e de “ordenar o bloqueio de contas em plataformas
digitais”, originárias de empresas americanas.
A lei Magnitsky, nome em homenagem a um russo injustiçado,
destina-se a sancionar pessoas que tenham cometido graves violações dos
direitos humanos ou atos de corrupção. O governo dos EUA se justificou dizendo
que o ministro se enquadra no primeiro caso, reportando-se à primeira emenda da
constituição daquele país.
Houve e ainda há aqueles que pensam que o dólar é neutro,
sendo simplesmente usado para as transações de todo o tipo. Mas, não. Ele é uma
arma imperial. Não fosse assim, não estariam os EUA, sendo tão contrário a
certas proposições do grupo dos BRICs, no qual, recentemente, o governo
brasileiro fez a proposta de criar uma moeda própria, tal como já existe o
dólar, o euro, a libra e o franco suíço. Mas, todos os últimos continuam
aliados ao dólar americano, conforme paridades específicas.
De atuação velada, o presidente Donald Trump passou a ser
explícito com o governo brasileiro. Primeiro, há poucos dias disse que o Brasil
era “um parceiro comercial horrível”, aludindo às práticas de altas tarifas
comerciais aqui adotadas. Durante entrevista na Casa Branca, no próximo dia 05,
ele declarou que o governo brasileiro passou por uma transformação drástica,
adotando uma postura de “esquerda radical” e de que isso tem causado muitos
problemas para o País. Indagado sobre próximas reuniões da ONU, ele mandou
estudar “limites” de circulação de delegações de países como o Brasil, Irã,
Sudão e Zimbábue, fora da cidade-sede de Nova York.
Os fatos relatados, conforme este articulista de uma lauda,
desde 2007, sobre a economia brasileira, tecnicamente, observa que, na análise
custo/benefício o País sai perdendo. Politicamente, geograficamente, têm outras
dimensões.
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