VARIÁVEIS DEPENDENTES E INDEPENDENTES

 

13-09-2025


É muito importante, conforme a teoria econômica, a definição de variáveis dependentes e independentes. Quando matematizadas, elas se tornam parte do ramo da econometria, cujos estudos mais conhecidos são os de regressão, correlação e de modelos estocásticos. Assim, na economia se trabalha muito com modelos funcionais, nos quais se definem as variáveis dependentes e independentes. Por exemplo, na clássica função de Irving Fisher, de um modelo econômico simplificado, a esfera real se compõe de variáveis macroeconômicas agregadas, dependentes, definidas como nível de preços vezes respectivos produtos; a esfera monetária se compõe de várias formas de moeda vezes respectivas quantidades, variáveis independentes. Claro, podem ser definidas em vetores e compor matrizes de cálculos avançados.

Devida a independência da esfera monetária é que no mundo se criou a figura do Banco Central. Ou seja, o banco dos bancos. Ademais, também, por acordos internacionais, criou-se o banco das compensações internacionais (BIS, sigla em inglês), com sede na Suíça, que seria o banco dos bancos centrais.

Dessa forma, cabe ao Banco Central, que é uma autarquia, regulamentar o sistema monetário ou financeiro. Na medida em que em evoluindo, mais sofisticadas tem sido as formas de burlar as normas do BC, ou, até mesmo, por uma infinidade de práticas que deveriam ou deverão ser regulamentadas.

Veja-se o caso agora da Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Banco Central, que chegou ao coração do sistema financeiro nacional, encontrável na Avenida Faria Lima, na cidade de São Paulo, quando se identificou que a contravenção “lavava” dinheiro nas fintechs, empresas financeiras que atuam principalmente na esfera virtual. Ademais, advinham de uma forte criação de mais de 1.200 “postos de gasolina” (sempre eles, veja o caso da Operação Lava Jato).

Dessa maneira, o BC baixou uma norma contra o crime organizado, que deve atingir principalmente as fintechs menores. A nova regra agora é da Receita Federal, visando reforçar ações contra a contravenção, obrigando todas as instituições de pagamentos a prestarem informações sobre transações, cuja determinação é seguida há mais de 20 anos pelas grandes instituições financeiras e agora passa a ser de todas elas.

Os bancos maiores já entregavam a declaração ao fisco de forma voluntária, sendo também obrigados por órgãos cometentes a repassarem outros informes, como transações em cartões de crédito. Na prática, a nova determinação deve atingir principalmente as pequenas fintechs, que geralmente tem atuação regional ou determinadas a oferecerem soluções para certos segmentos de mercado, tais como o do agronegócio, varejo e vendas on line.

Entre outras movimentações, qualquer conta de pagamento, rendimentos de aplicações financeiras, benefícios da previdência e aquisições de moeda estrangeira. Ademais, se suspeitas devem ser informadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

A propósito, quando for implantado o DREX, a moeda virtual do BC, os modelos de controle serão bem mis precisos. Nesse caso, o que mais se tem discutido é a lei do sigilo.          

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