DÉFICIT PRIMÁRIO DAS ESTATAIS
20-10-2025
Em contabilidade social, o déficit primário é a diferença
entre receitas e despesas, antes de pagar os juros das dívidas contraídas. A situação
da economia brasileira, no que concerne às contas públicas, veio de um
superávit primário, depois dos ajustes das políticas econômicas, após o Plano
Real, mas, que só se sucederam de 1998 a 2013, em dezesseis anos seguidos. No
período anterior a 1998 era muito comum ter déficit primário, principalmente em
governos populistas, que gastavam mais do que arrecadavam e jogavam os
resultados negativos no endividamento público. Porém, de 2014 a 2021, os
déficits primários retornaram, em 2022 teve superávit primário, mas, no terceiro
mandato do presidente Lula, o déficit primário retornou e está muito difícil acabar
com ele, até o final do mandato. Ressalte-se aqui que nos dois mandatos anteriores
de Lula, de 2023 a 2010, todos anos foram de resultados primários positivos. O
motivo atual é a gastança pública e o descontrole da política fiscal, que,
prometeu reduzir a carga tributária, mas somente a tem procurado elevar e que a
tem elevado. Hoje, a dívida pública é de mais de 34% do PIB, o que leva um
grande monte de dinheiro para o governo e pouco sobra para os investimentos
públicos, que são multiplicadores para os aceleradores dos investimentos privados.
Daí, a taxa de crescimento do PIB tem sido baixa e a perspectiva é de continuar
assim nos próximos anos. Os erros vêm desde 2014 e se repetem desde a
independência de 1822.
Era de esperar-se que as empresas estatais, aquelas que
também são fundamentais para elevar o nível de investimentos, tivessem
superávits. No entanto, elas estão apresentando déficits primários, à exceção
da Petrobras e dos bancos públicos. O déficit primário consolidado das estatais
está sendo divulgado em dados do Banco Central, de R$18,5 bilhões. Este é um
déficit histórico, no qual se acredita pela escolha dos investimentos, aumento
dos gastos e uso político indevido.
A economista Elena Landau, citada no site de hoje da CNN
Brasil, que foi diretora de privatização do BNDES, disse que a gastança existe,
como existiu no passado, uma “filosofia” de que as estatais tem indicações de
cidadãos para as dirigirem sem ter o critério técnico, os quais criam um séquito
de servidores, há vários desperdícios e tomam decisões erradas nas inversões.
Para ela, “Os Correios são um caso impressionante. Um estudo
de caso, tamanho o descalabro que aconteceu. São escolhas da administração, de
gastar em propaganda, de gastar em pessoal, de gastar fazendo obras que não lhe
dizem respeito”.
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