GANHADORES DO PRÊMIO NOBEL DE ECONOMIA 2025
14-10-2025
Foram três os ganhadores do Prêmio Nobel de Economia de 2025.
Aliás, tem sido uma forma bem comum de divulgar as contribuições dos
economistas. Anteriormente era mais comum somente um. Segundo a Real Academia
de Ciências da Suécia, as contribuições deles vieram através do significado
geral do aporte do economista clássico Joseph Alois Schumpeter, que ajuda a
entender por que o crescimento econômico não como algo garantido, mas, dependendo
de inovações continuas, e instituições que permitam mudanças e de sociedades
que tolerem a “destruição criativa”. Vale dizer, as perdas que seriam inevitáveis,
devido ao progresso técnico ser algo novo e melhor. Foram eles: Joel Mokyr,
israelense e americano, recebendo metade do referido prêmio, correspondendo a
5,5 milhões de coroas suecas. Ele estudou historicamente os fatores que
permitiram que o crescimento econômico sustentável se tornasse normativo nos
últimos séculos. Ele identificou as requisições prévias para o progresso
tecnológico contínuo. Não basta que algo novo funcione. É necessário saber por
que funciona, através de explicações científicas, em uma sociedade aberta às
mudanças, com instituições que permitam inovações e difusão de ideias. Philippe
Aghion, francês, que dividiu com Peter Howitt, canadense, ficando cada um com
2,75 milhões de coroas suecas. Estes desenvolveram também a teoria do crescimento
sustentado através da “destruição criativa”, em referências ao processo pelo
qual inovações substituem tecnologias, produtos e métodos antigos, o que pode
causar perturbações, porém, sendo central para a renovação e crescimento
econômico. O modelo matemático destes dois, que formalizaram a “destruição
criativa”, adveio de 1992, operando quando empresas ou produtos obsoletos são
substituídos por novos, mais eficientes, gerando o dinamismo. Porém, também,
exigindo que haja condições para que a inovação ocorra, em que termos de
competição existam, que empresas entrantes não sejam bloqueadas por barreiras
institucionais ou interesses estabelecidos.
Nos holofotes, o primeiro a dar declarações de repercussão,
foi Peter Howitt, professor emérito da Universidade de Brown, nos EUA,
advertindo que a tecnologia com uso de Inteligência Artificial oferece
“possibilidades assombrosas”. Em suas
palavras ditas ontem em entrevista coletiva na imprensa: “É, obviamente, uma
tecnologia fantástica com possibilidades assombrosas. E também tem um potencial
incrível para destruir outros empregos ou substituir mão de obra altamente
qualificada... Necessitará ser regulada”. Reiterou que todas as tecnologias
vieram para melhorar o desempenho da mão de obra e não apenas substituí-la. “Como
vamos conseguir desta vez? Gostaria de ter respostas concretas, mas não tenho”.
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