IMPACTOS IMEDIATOS DE LEVE CORTE DE JUROS DO FED
30-10-2025
O Banco Central dos EUA, chamado de Federal Reserve ou,
simplesmente, de FED, cortou levemente os juros básicos da economia
norte-americana em 0,25%, pela segunda vez, neste ano, indo a taxa básica de
juros para variar nos títulos públicos ofertados de 3,57% a 4,00% ao ano, dizendo
que não estava garantido que haveria em dezembro, na sua última reunião, mais
um corte de 0,25%, o que era esperado por cerca de 95,00% dos interlocutores
dos mercados financeiros globais. A redução da referida taxa se deu em um
ambiente nos EUA de “shutdown”. Isto é, após 29 dias que o governo de lá
praticamente congelou seus gastos, visto que o seu Congresso não aprovou ainda
o orçamento federal. Mas, a base de dados em que se baseou foi no nível da
atividade econômica, em expansão, no mercado de trabalho positivo e na inflação
controlada.
De início, o corte por lá foi chamado de positivo. Porém,
após a declaração do presidente do FED, Jerome Powell de que o FED tomou a
decisão de ontem, por tendências passadas recentes observadas pelo FED. Porém,
para o próximo futuro, nada estava garantido, para reduzir a citada taxa.
Assim, as bolsas de valores de lá, no final do dia repercutiram em queda.
No Brasil, a bolsa de valores atingiu a sua maior alta da
história, indo para 148,6 mil pontos, refletindo a baixa referida, além de
outros fatores locais, visualizando também a saída de dólares de lá, vindos
para aqui. No entanto, não assimilou ainda a “parada” que será dada na taxa de
juros deles. Muito, provavelmente, hoje, depois da 10 h, quando abrir a bolsa
de valores, o pregão poderá recuar.
(escreve-se aqui aos 30 m do dia). Ademais, a elevação até ontem de três altas
seguidas do Ibovespa ainda reflete o otimismo das perspectivas da taxa SELIC de
convergir para o teto da meta, de 4,50% (a expectativa do mercado financeiro é
de a inflação chegar na última reunião do BC, em 4,52%). Além do mais ainda
repercute a esperança de negociações positivas entre os EUA, com a China, e com
o Brasil, sobre “acertos” nas tarifas comerciais. Porém, a taxa SELIC muito,
provavelmente, somente irá ser reduzida em janeiro de 2026.
Na verdade, a economia brasileira continua sendo, conforme a
maioria dos livros de notáveis escritores sobre ela, tais como Fernando
Henrique Cardoso e Maria da Conceição Tavares, que a consideram uma “economia
dependente e reflexa”.
Em síntese, “dependente”, devido principalmente ao
alinhamento dos mercados financeiros e produtivos, em razão das tecnologias
aqui adaptadas. “Reflexa”, porque segue as matrizes da organização capitalista,
não obstante as suas especificidades.
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