RELATÓRIO DA ECONOMIA MUNDIAL DO FMI

 

16-10-2025


O Fundo Monetário Internacional (FMI), é bom lembrar, foi criado em 1944, antes do fim da segunda guerra mundial, na cidade de Bretton Woods, nos EUA, mostrando já a continuidade da hegemonia daquele país, que desde o final do século XIX já era a maior economia global, além de que, participou da primeira guerra mundial, vendendo armas para os dois lados do conflito. Na época, foram reunidos lá 40 países, para a criação do FMI, cujas decisões foram referendadas por quase todos os países do mundo, no qual haveria uma cesta de moeda, com paridade entre si, mediante garantia das reservas de ouro. O dólar americano sempre foi a moeda da maioria das negociações. Dizia-se eu o Fort Knox tinha as maiores reservas do referido metal. Em 1971, Charles d’Gaulle, presidente da França, pediu aos EUA que trocasse os dólares da França por ouro. Porém, o presidente Richard Nixon declarou o dólar inconversível. Entretanto, o FMI continuou a ter como maior referência o dólar americano e este é responsável por cerca de 80% das transações mundiais. O FMI sempre teve sede nos EUA e tem sido mais uma arma do imperialismo americano. As outras armas estão percebidas nos armamentos, propriamente ditos, nas forças armadas dos EUA, na sede da ONU, que também está nos EUA, na balança de comércio deles, estando sendo visto também agora o poder dos EUA, em impor altas tarifas ao mundo, argumentando existir uma troca desigual, na balança de serviços, na soma de ambas, que é balanço de transações correntes, na balança de capitais e no saldo final do balanço de pagamentos. Ademais, os EUA também são o maior território mundial, sendo fonte de grandes migrações, onde põe amarras e realiza deportações. Ainda, nos EUA, em Nova York, tem-se o maior centro financeiro global. Os EUA se dizem democráticos, mas sempre procuraram manter o seu poder pelas suas enormes armas de combate e ocasionais intervenções militares.

Assim, o FMI, no seu relatório quadrimestral, em relação a julho, revisou suas projeções feitas em abril de 2025, agora prevendo que o Brasil terá um crescimento maior do que o esperado, dito no início do ano, por volta de 2,4%. No entanto, para 2026, a estimativa é de que haja uma desaceleração, saindo de 2,0% para 1,8%, devido aos efeitos das tarifas comerciais adicionais aplicadas pelos EUA, isto porque as exportações brasileiras, principalmente de manufaturados, para lá poderão ser diminuídas. Em relatório de julho, já havia a sinalização de que o crescimento de 2026 no Brasil seria menor, as tarifas de 50% adicionais passariam a vigorar.

Para o crescimento médio mundial geral, o FMI projeta uma redução da projeção de julho, de 3,3% para 3,2%, tendo duas potentes máquinas puxando o incremento do PIB, a China e a Índia. O impacto que está havendo das tarifas, segundo o FMI, está sendo menor do que o esperado, devido às negociações bilaterais.

Face ao exposto, o FMI é a instituição internacional de defesa do capitalismo.

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