A FALÁCIA DO ÍNDICE DE DESEMPREGO

 

17-11-2025


O IBGE divulgou que o índice de desemprego aberto no País foi um dos mais baixos da história, senão o mais baixo, de 5,6% da População Economicamente Ativa, de aproximadamente 102 milhões de brasileiros, segundo o mesmo Instituto. Ainda o IBGE divulgou que o desemprego informal, ou seja, aqueles que ganham muito pouco e não conseguem ter um emprego formal, que, tem rendimentos bem maiores, além do fato de que o desemprego informal tem milhões de pessoas fazendo “bico”, estes, trabalhadores da informalidade, constituem-se em 40% da força de trabalho. Quer dizer, o desemprego total, em princípio, seria de 45,6%. Ou seja, quase a metade daqueles trabalhadores ativos. Grosso modo, quase 25% da população braseira sustenta o seu total, incluindo as atividades das três esferas de governo: federal, estadual e municipal.

A pergunta que não quer calar: como crescer acima de 2% e transformar-se, como países de extensos territórios e populações, sendo gigantes países, tais como estão ficando a China, a Índia, dentre outros, que crescem acima de 4% ao ano, estando a Índia, por exemplo, crescendo atualmente 6%? Sem dúvida, presume-se aqui que lá tem muita gente trabalhando e é o trabalho que gera riqueza, não é? Não foi atoa que Karl Marx afirmou que “o capital é o trabalho acumulado”. Claro, que tecnicamente se teria de mostrar dados estatísticos do emprego pelo menos naqueles dois países. Mas, foge do escopo de fazer-se aqui a extensão, visto de ser uma lauda diária o exercício da tarefa.

Outro enfoque sobre o desemprego teria que ser pensado e analisado os 5,6% de desocupação aberta em referência, qual seja, se aqueles que estão no Programa Bolsa Família estão empregados? Ou, quantos são os desempregados naquele contingente?  Ademais, quantos estão encostados no INSS, seja por incapacidade ou por fraude para não poder trabalhar? Quantos são aqueles que se recusam a responder a pesquisa do IBGE sobre se está desempregado? Quanto são os desalentados? E o IBGE só coloca na estatística aquele que se declarou desempregado. Quantos são aqueles que se escondem, ficando em casa ou no ócio, mesmo em condições de trabalhar?

Pergunte-se a um empresário se está bem encontrar-se quem quer trabalhar. Ou quem quer um trabalho “mole”?

Um País só irá estar na constelação de países desenvolvido, quando sair dessa “armadilha da renda média”, conceito segundo o Banco Mundial, cujos os intervalos de renda per capita são de US$1,136 mil e US$13,845 mil. A renda média baixa estaria na faixa de US$1,136 mil a US$4,.465 mil. Na faixa de US$4,466 mil a US$13,845 mil estariam aqueles países de renda média alta. Após este último valor estariam os países emergentes e os países desenvolvidos. A renda per capita do Brasil estaria por volta de US$10 mil anuais. Dados de 2024. Dessa forma, alguns economistas argumentam que a “armadilha de renda média” pode ocorrer quando um país estiver com uma renda aproximada de 10% do PIB per capita dos EUA, sendo isto o que tem acontecido há vários anos. Corroborando o Banco Mundial, a ONU acredita que o País tem se encontrado na referida “armadilha”.  

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