PARALISAÇÕES NOS GASTOS PÚBLICOS DOS EUA

 

06-11-2025

As paralisações nos gastos do governo federal dos EUA aconteceram desde o dia 01 de outubro, visto que nos Estados Unidos o ano fiscal é de 01 de outubro a 30 de agosto. Neste ano, o orçamento federal tinha que ser aprovado, na Câmara de Representantes, antes de 01 de outubro e não foi. O maior problema é de não pagar o funcionalismo público e este, parcialmente, não quer trabalhar sem receber. Logicamente. Quando o Congresso de lá não aprova, existe uma lei que permite ao governo sacar em rubricas carimbadas. Em muitas áreas não pode gastar. O resultado é a chamada shutdown, que é a paralisação parcial, e de grande parte, do governo. A administração pública é forçada a suspender serviços e colocar funcionários em licença sem pagamentos.

A paralisação em referência é a maior da história. A segunda maior foi justamente aquela do primeiro governo de Donald Trump. O confronto entre eles no Congresso é bem forte.

Os impactos do shutdown ultrapassam as fronteiras daquele País.

Primeiro, no segmento dos mercados financeiros globais. O dólar e os títulos do Tesouro dos EUA são considerados os mais seguros do mundo. Durante o shutdown extensivo os investidores ficam inseguros, podendo isto provocar alta volatilidade nas bolsas de valores globais, na apreciação do dólar, pela busca de segurança, ou, queda, se houver medo ou inadimplência; aumento dos juros dos títulos, encarecendo o crédito mundial.

Segundo, no comércio internacional. As agências federais americanas envolvidas em fiscalização, exportação, liberação de cargas podem parar. Isso atrapalha portos, alfandegas e provoca atrasos no comércio internacional, principalmente para países que exportam muito para os EUA, tais como México, Canadá, China e Brasil. 

Terceiro, nas economias dependentes dos EUA. Países fortemente ligados ao comércio, como México, Coreia do Sul, Japão e vários outros da América Latina. O Brasil, por exemplo, pode sentir efeitos nos segmentos exportadores de commodities e de manufaturados.

Quarto, em viagens e em turismo. Vistos em passaportes e controle de fronteiras podem atrasar.

Quinto, em ciência, tecnologia e cooperação internacional.

Sexto, em confiança global no governo americano, enfraquecendo a credibilidade fiscal, política e levar os investidores a diversificar mais as suas aplicações financeiras.

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