PIB REVISADO E DEFINITIVO
08-11-2025
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi
fundado em 1936, como Instituto Nacional de Estatística, baseado no Rio de
Janeiro, capital do País. Iniciou estudos de estatísticas econômicas e sociais,
bem como em estudar a geografia do País. Por seu turno, calcula e infere dados
estatísticos da maior gama de dados, entre outras instituições. Procura sempre
divulgar os dados “reais”, ou seja, proxies das maiores possibilidades, e
probabilidades, quando faz inferências. Desconfia-se, da sua manipulação, em
toda a sua história. Nunca foi provado. Por exemplo, em 1973, o FMI criticou os
dados da inflação, que foram manipulados, quando o regime militar informava que
era 15,5%, baseado na Fundação Getúlio Vargas, que se baseava também nos dados
do IBGE. O FMI dizia que era mais de 20%. O Banco Nacional de Habitação usava
indicadores de correção monetária de 18% a 20%. Muito importante as
estatísticas do IBGE e da FGV, visto que servem de base a muitas referências,
das quais, a mais importante é sobre população e receitas respectivas dos 5.570
municípios brasileiros.
O IBGE divulga trimestralmente o Produto Interno Bruto (PIB).
Outra proxy importantíssima. Na equação é a variável dependente de toda análise
econômica e planejamento. Grande observação é a de que o PIB está sempre
subestimado, devido ao não registrar as atividades marginais (marginais aos
registros econômicos). A divulgação do IBGE do PIB passa por três revisões.
Assim, segundo dados anuais definitivos do IBGE, o PIB de
2023 cresceu 3,2%. Somou R$10,9 bilhões naquele ano, sendo o PIB per capita de
R$51.693,92. A renda média mensal do brasileiro, em tese, poderia ser de
R$4.307,82. Claro, a renda média per capita é fortemente influenciada pelos
extremos. A renda modal, renda mais frequente, seria o salário mínimo. De
R$1.320,00, em 2023. Considerando o dólar médio de 2023, de R$4,99, o PIB de
2023 seria de aproximadamente US$2,184 trilhões. O PIB por pessoa seria de
US$863,29.
Olhando a oferta agregada, o PIB do setor terciário (de
serviços) cresceu naquele ano 2,8%; o PIB do setor industrial cresceu 1,7%, o
PIB do setor da agropecuária saltou 16,3%. Foi este que puxou o PIB para a média
de 3,2% em 2023. A base dos dados do IBGE é o ano de 2010. Está querendo agora
o IBGE mudar a base para 2021.
Vendo a demanda agregada, o consumo das famílias cresceu
3,4%, o consumo do governo se elevou 3,8%, a formação bruta do capital fixo
encolheu 3,3%, um sinal de que o PIB iria diminuir de crescimento nos próximos
anos, a taxa de investimento foi de 16,4%, o setor externo cresceu 1,8%. Um
lembrete: a composição dos percentuais de demanda e oferta agregadas são
ponderações.
Considerando o PIB nominal dos EUA de cerca de US$27,36
trilhões e um PIB per capita por volta de US$82,769, o PIB do País corresponde
aproximadamente a 8%. Já a renda pessoal está por volta de 10% daquela dos EUA,
em 2023. O sistema econômico dos EUA é o primeiro, em PIB, e o do Brasil o
décimo.
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