‘BRASIL SE TORNOU PESADO E COMPLEXO’
30-12-2025
O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo
Alban, em entrevista publicada hoje, no jornal Correio, declarou que ‘O Brasil
se tornou pesado e complexo’. Para ele, a carga pública federal se tornou
insuportável, cujo déficit primário passou dos R$21 bilhões, em onze meses.
Déficit primário, não, deveria ser superávit primário, haja vista que uma Nação
endividada precisa ter superávit para pagar os juros da dívida e não recorrer
quase sempre ao mercado financeiro, cujos juros são estratosféricos, para rolar
a dívida pública. Alban criticou o crescimento dos gastos públicos, a carga
tributária e o populismo político. Ele disse que os governantes brasileiros ignoram
o cenário de baixa produtividade da economia nacional, quando cogitam medidas
que podem impactar negativamente no cenário de produtividade do Brasil.
Lucidamente, Alban disse que o Brasil já perdeu muitas
oportunidades na sua história com a ideia de ser o País do amanhã. As contas
são muito elevadas, desde a tributária e maior ainda são aquelas relativas à
Previdência Social. Como é sabido, mais da metade do orçamento público é de
gastos previdenciários.
Em outro recorte, ele diz que “O Brasil pode, nesse momento,
fazer isso? Claro que não. Nós estamos falando de cenário de pleno emprego, de uma
produtividade ridícula. O País está muito abaixo da competitividade média no
cenário internacional. Estamos falando de um custo Brasil que é absurdo. Nós
produzimos a energia mais barata do mundo e temos o custo mais elevado. Como é
que nós podemos competir? Nós temos que enfrentar seriamente o problema fiscal,
seriamente a estrutura política desse País, cada vez mais complexa, cada vez
mais pesada”. Depois se queixou dos elevadíssimos juros. “Tenho certeza de uma
coisa, o setor produtivo, a indústria brasileira não deixará de se posicionar
ao longo de 2026”.
Dois enganos acima cometidos, mas que não desmerece o
conjunto. O primeiro equívoco, dizer que o Brasil está em pleno emprego. Não é
verdade. O IBGE só contabiliza aqueles que dizer procurar emprego. Não leva em
conta um imenso contingente de pessoas recebendo benefícios do Programa Bolsa
Família e de outros programas, que não querem trabalhar. Ademais, há aqueles
que não declararam o desejo de empregar-se e aqueles desalentados não ent4ram
nas estatísticas do órgão. O segundo equívoco é sobre produtividade. Ele pode
falar pelo seu setor produtivo. Mas, não do agronegócio, que há décadas tem
crescido, e muito, a sua produtividade.
Comentários
Postar um comentário