CAPITAL INJETADO LEVA AO PROGRESSO

 18-12-2025


Rápido estudo de casos sobre o capital financeiro injetado em clube de futebol, trazendo bons resultados. Como exemplos marcantes, tem-se o Flamengo, que praticamente, começou em 2018, com a venda do jogador Vinicius Júnior ao Real Madrid, por 45 milhões de euros, correspondentes a cerca de R$164 milhões na época, permitindo ao time organizar-se e crescer, ganhando, por exemplos, neste ano, títulos de campeão da Libertadores da América, do Campeonato Brasileiro da Série A, Super Copa do Brasil e de disputar a final do campeonato mundial. Outro caso foi o do Cruzeiro, que estava rebaixado, na segunda divisão, por três temporadas seguidas, comprado por Ronaldo Fenômeno, por R$400 milhões, assumindo dívida superior a R$1 bilhão, voltando à primeira divisão, em 2023, vendido com lucros a empresário mineiro da rede de supermercados. Brilhou, neste ano, ficando em 3º lugar, atrás apenas do Palmeiras e do Flamengo. Em quarto lugar, o Mirassol, caso a ser estendido aqui.   

O Mirassol vendeu o jogador Luiz Araújo ainda da categoria de base, para o Lille, da França, em 2017, por 10,5 milhões de euros, na época correspondentes a R$38 milhões. Depois, ele foi vendido ao Atlanta United, recebendo o clube direitos da venda. Comprado pelo Flamengo, em 2023, recebeu também direitos, os quais totalizaram cerca de R$8 milhões. Referidos aportes de recursos permitiram ao Mirassol investimentos importantes em infraestrutura e base, melhorando a sua estrutura e tendo campanhas expressivas em competições nacionais. Em quarto lugar no Campeonato Nacional, classificou-se diretamente para a copa Libertadores da América.

No Brasil, a gestão profissional começou há alguns anos e já há 40 times, na forma da lei no. 14.193/2021, mediante o modelo de Sociedade Anônima de Futebol (SAF). Assim, viraram empresa, tendo acionistas também como donos, recebem investimentos privados e equacionam dívidas históricas. A gestão profissional tem regras de governança, conselho, transparência e responsabilidade fiscal.

Dos quatro primeiros, Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Mirassol, somente os dois primeiros não são SAF. Seguem aqueles 20 maiores. Grandes e médios: Cruzeiro, Botafogo, Vasco da Gama, Atlético Mineiro, Bahia, Coritiba, Cuiabá, Red Bull Bragantino, América Mineiro, Goiás, Fortaleza, Atlético da Paraná. SAFs tradicionais, principalmente, do interior do País: Mirassol, Novorizontino, Ituano, Tombense, Figueirense, Paraná Clube, Santa Cruz e Clube Náutico de Recife.    

 

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