CONCORRÊNCIA DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

28-12-2025


Enquanto o Brasil não aprova novas regras para os data centers, a expansão enfrenta desafios estruturais, econômicos e regulatórios. Em resumo, seis fatores foram identificados pela demora percebida na instalação de centros de dados: custos altos e complexidade fiscal; infraestrutura energética e de água que demanda reforços; licenciamento e burocracia; importação demorada de equipamentos; concentração geográfica das instalações; regulação ainda em desenvolvimento. Dessa maneira, segundo análises especializadas, os custos de um data center nível Tier 3 podem ser entre 25% a 50% maiores no Brasil comparado ao Chile ou a Argentina. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, órgão ligado ao governo federal, que produz análises econômicas e setoriais, o custo de instalação de um data center no País do tipo referido é de aproximadamente 25,9% maior do que no Chile e 52,6% maior do que na Argentina. As fontes consultadas foram as entrevistas com provedores de infraestrutura; levantamento com fabricantes e distribuidores de equipamentos; análises da CAPEX e OPEX dos países analisados.

Ao assumir o governo dos EUA, em 20 de janeiro, Donald Trump destacou um dos homens mais ricos do mundo, Elon Musk, que ficou até meados de março, para dirigir o Departamento de Eficiência Governamental, visando reorganizar a máquina governamental, para auditar, cortar gastos e evitar desperdícios. Há críticas de que ele tinha interesses conflitantes com suas empresas. Mas, os resultados positivos ocorreram. Ele também participou da reorganização de Trump no primeiro mandato.

Conforme o site hardware.com.br: “xAI de Elon Musk promete superar toda a concorrência em poder de computação nos próximos cinco anos”. Na rede social X (antigo Twitter) o bilionário declarou que sua empresa terá mais poder computacional do que todos os concorrentes somados, em menos de cinco anos, pretenso dominador do cenário global de processamento de Inteligência Artificial (IA).

O desafio de todas as big techs é a alimentação por energia elétrica das IA. A esse respeito, a China ainda não criou um “sol artificial”. O que existe lá é um reator experimental de fusão nuclear, que tenta reproduzir em laboratório o mesmo processo físico que ocorre com o sol: a fusão de núcleos leves como o hidrogênio e deutério para liberar energia. Ou seja, um objeto que usa campos magnéticos extremamente fortes para manter um plasma superquente sob controle.

 

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