PARECE REPETECO REFERIR-SE À ATA DO COPOM
17-12-2025
A leitura da ata do Comitê de Política Econômica (COPOM) do
Banco Central (BC), que é divulgada uma semana depois da reunião do COPOM, o
qual se reúne a cada 45 dias, tem mostrado, há vários anos, e em diferentes
partidos políticos no governo, que a postura deve ser ortodoxa, haja vista que
é esta a posição dos países civilizados, que têm baixa taxa de inflação, a qual
o País a vem perseguindo, e obtendo relativo êxito, desde o Plano Real, visto
que a convivência com a muito elevada ou com a hiperinflação teve cenários
dolorosos no século XX, cujos caminhos são rejeitados, repete-se, desde o Plano
Real, visto que a economia tem que ter estabilidade monetária e econômica. Ora,
a ata divulgada ontem tem sido muito parecida com as atas dos muitos anos
anteriores: para combater a inflação e convergi-la à meta fixada pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN), o BC vem mantendo altas as taxas de juros e, poucas
vezes, tem trazido baixas, porém, em outras épocas, as referidas taxas abaixo
de dois dígitos, quando a inflação ficou muito restrita. A inflação brasileira
é difícil de trazê-la aos níveis civilizados, dados vários pontos de estrangulamento,
notadamente, na logística com transportes.
Assim, parece repeteco referir-se à ata do COPOM como se ele
fosse baixar os juros “só porque” estão acima de dois dígitos e desestimulam às
atividades econômicas. Principalmente, quem mais reclama são os representantes
do setor industrial que, geralmente, precisam de grandes doses de capital de
giro e este tem taxas de juros ainda mais altas, devido ao risco e as débeis
garantias fiduciárias e não garantias reais (imóveis, veículos, terras,
semoventes, dentre outras). Associam-se aos citados capitalistas aqueles
políticos populistas ou defensores de programas assistencialistas, ou, que se
dizem heterodoxos, acreditando que o governo deve gastar mais e pode ter
déficit.
Em resumo, já que aqui o propósito diário é de escrever uma
lauda, a razão prevalecente pela qual os juros estão altos é a aquela pela qual
o governo vem incorrendo em déficits fiscais, devido aos elevados gastos
públicos e assistencialistas, tendo que endividar-se no mercado financeiro e,
este, não quer aplicar nele se não tiver juros atrativos.
A ata desta semana foi mais dura ainda do que se esperava, já
que a inflação vem caindo lentamente e analistas financeiros têm previsto queda
da SELIC, a partir de janeiro. No entanto, a ata deixou bem claro, de que a
inflação ainda está bem distante da meta citada e que as taxas de juros ficarão
altas “por bastante tempo”. Consequência
imediata de ontem foi visto na bolsa de valores que recuou 2,4%, reação bem
pessimista.
Comentários
Postar um comentário