PREÇOS DO PETRÓLEO EM GRANDE QUEDA

 

16-12-2025


O petróleo é a maior matéria prima em uso em escala mundial. Muito criticada a sua produção por ambientalistas, visto que é uma commodity altamente poluente, derivada de combustíveis fósseis, mas, mesmo assim, embora as reuniões da ONU sobre o clima mundial, a última foi a COP-30, em Belém, no Pará, tentem impor o fim da sua utilização os grandes produtores e exportadores, cartelizados ou não, não querem perder essa fonte de riqueza, do chamado ouro negro. O grande complicador é quando a Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP) avaliam, em suas reuniões, como estão as suas ofertas e demandas mundiais, ditando preços e produção.

Já houve guerras e dois grandes choques nos preços e na produção, em 1973 e em 1979. Falava-se que os preços do petróleo estavam muito barato e que as jazidas não eram intermináveis, prevendo-se o seu fim nas décadas seguintes. Mas, qual? Continuam a crescer as demandas e as ofertas mundiais dele.  

No ano 2020, início da pandemia do covid-19, o cartel petrolífero passou a mirar o preço do barril do petróleo, do tipo Brent, em US$100.00. A inflação mundial foi turbinada e os bancos centrais pelo globo passaram a elevar as taxas de juros para combatê-la. Ademais, o isolamento social para combater a citada pandemia levou aos aumentos de preços generalizados, por redução da oferta agregada e os árabes reduziram os níveis de produção, visando manter os preços elevados.

Guerras estouraram na faixa de Gaza, entre judeus e palestinos, além da invasão da Rússia na Ucrânia, a mais longa destes dois conflitos, que tem mais de quatro anos. Negociações de paz desta guerra prolongada vem sendo feitas e os êxitos são frustrantes. Porém, ontem, as negociações de uma trégua ficaram mais próximas, tendo a Ucrânia aceitado algumas condições e a Rússia está ainda a negociar. O fato é que, com o fim ou paralisação da referida guerra poderá ocorrer um excesso de oferta de petróleo, principalmente do de origem russa, dado que o boicote e as sanções de sua importação pelos europeus poderiam ser desfeitos.

Ontem, os preços encerraram a sessão desta segunda feira, em território negativo, acumulando uma queda de cerca de 4% na semana. O preço do barril do petróleo do tipo Brent fechou na faixa de US$60.20 e o preço do petróleo norte-americano do tipo WTI a US$56.70. Mesmo com a greve geral dos petroleiros da Petrobras, iniciada ontem, a avaliação de mercado é de que não impactará na produção global.

Reitera-se aqui que o exame da conjuntura econômica de uma lauda serve para discutir os principais efeitos na economia brasileira. Um fundamental é de que a queda forte de preços do petróleo impactará na inflação, que já vem declinando. Inflação menor poderá implicar em redução de juros em futuro próximo e poder estimular a produção. Quase tudo que uma economia deve querer para o bom desempenho.

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