PROJEÇÕES DO MERCADO FINANCEIRO

 

29-12-2025


Um País de escândalos financeiros. O roubo aos aposentados do INSS. CPMI em curso. Quantos bilhões roubaram? O caso do banco Master? Quantos bilhões? Membros dos três poderes envolvidos. Os desvios, sim. Saem da esfera produtiva e vão para a esfera financeira, que se retroalimenta. O País vai crescer pouco neste ano e menos ainda nos anos seguintes. Estão aí as projeções do mercado financeiro de cerca de 100 instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central, desde o ano 2.000.

As reduções na mediana da taxa inflacionária vem sendo feitas há sete semanas, ainda que marginalmente. De 4,33% da semana passada para 4,32% desta semana. Em economia, marginalmente significa cálculo à margem e não na contravenção. Para 2026, houve a sexta redução seguida, de uma mediana de 4,06% para 4,05%, da semana passada para esta semana. A meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional da taxa de inflação é de 3%, mediante viés de baixa de 1,5% ou de 1,5% de alta. A expectativa de mercado está dentro do teto da meta de 4,5% e longe da meta em si.

A taxa básica de juros, a SELIC, está mantida em 15% neste ano há várias semanas. Poderá fechar 2026, em 12,25%. Em 2027, a mediana é de que encerrará a SELIC em 10,5%. Por que a SELIC em três dígitos e a projeção da inflação em dois dígitos? As classes produtoras reclamam e o próprio governo federal também. Mas, a taxa SELIC não baixa e há aceno de que baixará na reunião do Banco Central de março de 2026, em míseros 0,25%. A explicação é de que dívida pública precisa ser retroalimentada, visto que o governo federal trabalha há muito tempo com déficit primário. Quer dizer, gasta mais do que ganha e a conta não fecha e nem ele tem interesse em fechá-la.

A estimativa de incremento do PIB é de 2,20% em 2025 e de 1,80% em 2026.

O dólar comercial previsto é de R$5,43 em 2025 e de R$5,50 em 2026.

 

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