RELATÓRIO DE POLÍTICA MONETÁRIA

 

19-12-2025


A teoria econômica preconiza que existem duas esferas no sistema econômico: a esfera real e a esfera monetária. Na esfera real se tem a oferta agregada, composta de PIB e importações. Na esfera monetária se tem as diferentes formas de moeda e suas circularidades, visando estimular ou não a atividade econômica. Uma das maiores autoridades do sistema econômico é o Banco Central, que segue o lema do escotismo: “sempre alerta” e fornecendo combustível para a máquina não parar.

Uma das peças muito importantes da autoridade financeira é o Relatório de Política Monetária do Banco Central do Brasil, que é publicado, trimestralmente, até o último dia de cada trimestre civil, ou seja, março, junho, setembro e dezembro. Como “até” sinaliza o limite, o deste último trimestre do ano foi publicado ontem. Presume-se que ele se baseie em dados estatísticos coletados, principalmente, pelo IBGE, após cenários relevantes e perspectivas. Esse relatório analisa a condução da política monetária, sendo a principal publicação periódica do Banco Central. 

O atual relatório tem como conclusões finais de que a inflação vem caindo lentamente, já tendo praticamente ingressado no teto da meta de 4,50%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional, indo em direção ao centro da meta, este de 3,0%. O cenário relevante projetado é de até 18 meses de inflação. Assim, a inflação para o terceiro trimestre de 2027 é de 3,20%, ainda acima do centro da meta perseguida pela Instituição. O terceiro trimestre de 2027 é considerado pelo mercado financeiro como um período chave, já que se torna a referência para horizonte relevante da política monetária para a análise da reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM).

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a decisão de início de um ciclo de baixa da taxa de juros, a SELIC, ainda não está tomada, para a reunião do COPOM, em janeiro. Tampouco, disse ele que as reuniões seguintes de março, nem nas próximas, tem decisões tomadas. Assim, expressou-se: “Não queríamos comunicar o que vamos fazer porque não decidimos o que vamos fazer”.

Como o Banco Central é o xerife do mercado financeiro, “todo cuidado é pouco”. Contudo, dado que a inflação vem recuando, lentamente, as projeções do PIB para este ano se elevaram de 2,00% para 2,30%. Para 2026, a estimativa passou de 1,50% para 1,60%. O cenário futuro, portanto, da síntese da economia brasileira, o do PIB, continua em “pouso leve” da inflação e em baixo nível da atividade econômica.    

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