ATUAÇÃO RETOMADA NO SUL GLOBAL

 

12-01-2026


O site Opera Mundi refere-se a que, explicitamente, os EUA estão fazendo a retomada da hegemonia no Sul Global, em resposta, principalmente, para a China, que instalou rotas de comércio, procurando unir negócios dos territórios situados do lado do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. Iniciou Donald Trump o seu governo em ações relativas aos trânsitos no canal do Panamá. Descendo um pouco, invadiu a Venezuela, amaça invadir a Colômbia e Cuba, referindo-se ao combate ao narcotráfico.

Ademais, o que o site não se refere é que os EUA também procuram retomar no Norte, seja na investida sobre a Groelândia, em insistir no fim da guerra da Rússia com a Ucrânia e no papel da OTAN e no fortalecimento de Israel.

O site se identifica quando se refere a que “é muito importante que as forças progressistas e de esquerda tenham cuidado para não se tornarem peões em um jogo geopolítico maior, servindo aos interesses do império ocidental”.

Muito importante transcrever, para dar uma ideia de poder dos EUA: “Após a derrota histórica da URSS e o fim do mundo bipolar, vimos a emergência de um poder global único, liderado pelos EUA, com uma imponência inédita na história da humanidade: aproximadamente 800 bases militares em cerca de 80 países, o que lhes confere força para intervir em conflitos de interesse em qualquer lugar no mundo. Soma-se a isso o “privilégio exorbitante” do dólar, que permite o controle da liquidez global, bem como uma capacidade de investimento e um poder de sanções financeiras inigualáveis. Além disso, os EUA possuem liderança tecnológica capaz de controlar as principais big techs e as vigilâncias dos dados em ampla escala, garantindo elevada produtividade e competitividade de longo prazo. Aqueles que julgam que o império norte-americano está em decadência terminal estão, como diz a juventude de hoje ‘emocionados’”.  Agora mesmo, consta que o Irã está sem uso da internet, ficando isolado no mundo.

“É verdade, no entanto, que na virada do século a ascensão extraordinária da China e as articulações surgidas entre países do Sul Global par a se defenderem de relações desfavoráveis com o império ocidental passaram a preocupar a elite norte-americana, que está bem informada e preparada para evitar, a qualquer custo, retrocessos em sua hegemonia. A crise econômica de 2008, o surgimento dos BRICS, o desenvolvimento da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), os avanços da nova rota da seda (Belt and Road), liderada pela China, o eixo de resistência pelo Irã no Oriente Médio, a rebeldia anti-colonial na região do Sahel, na África e, por fim, a derrota imposta à OTAN na Ucrânia ligaram o sinal de alerta no establishment norte-americano para a necessidade de uma contraofensiva”.

O outro site na mesma linha, o Brasil 247 no título de hoje se refere “A inaptidão do Brasil para a liderança”. “Os recentes acontecimentos na América do Sul, com eleições que indicam a vitória de candidatos da direita e, particularmente, o ataque norte-americano à Venezuela com o sequestro do presidente Maduro, recolocaram o papel do Brasil na Região. Esta situação permite formular outra questão. O Brasil, efetivamente, tem aptidões para liderar? O que pode ser desdobrado em: o Brasil quer liderar?” E arremata com o citado no livro de Sergio Buarque de Holanda, “Raízes do Brasil”, de que o Brasil tem bonomia. Bonomia é uma característica de quem age com bondade, afabilidade e benevolência, demonstrando boa vontade, simplicidade e trato gentil.           

 

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