BOLETIM FOCUS ESTABILIZADO

 

13-01-2026


Os modelos científicos trazem diagnóstico, prognóstico e terapêutica. No caso da economia brasileira, os indicadores do mercado financeiro, publicados a cada semana no boletim Focus do Banco Central, desde o ano 2.000, são relativos às principais projeções dos fundamentos da economia, tendo apresentado dados discretos, mostrando que o Banco Central conduz a política monetária e, esta, dirige a política econômica em geral. Em resumo, a política monetária austera tem segurado o processo inflacionário e, lentamente, a inflação tem convergido para o centro da meta, mediante juros básicos altíssimos. Referido “remédio” não tem permitido que o país realize ‘voo de águia’, mas, ‘voo de galinha’. Sem dúvida, a situação persistirá enquanto o governo trabalhar com déficit primário, diferentemente do que ele fez, de 1998 a 2023, quando operou com superávit primário. O País cresceu a taxas médias por volta de 4%, quando está hoje em torno de 2% anuais. Ora, operar com déficit se ressente de recursos para realizar mais investimentos e este déficit repousa na dívida histórica crescente.

O mercado financeiro reviu para baixo a expectativa da inflação para o ano de 2026, que poderá fechar em 4,05%. Entretanto, acima do centro da meta (3,0%) e abaixo do teto da meta (4,5%). Há quatro semanas a previsão era de 4,10%. Pra os anos subsequentes as estimativas são as mesmas da semana passada, de 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Quanto aos demais indicadores sobre o PIB, estimativa por volta de 2,0% para o triênio em curso. A taxa SELIC poderá começar o ciclo de baixa, saindo de 15,0% e, no final do ano, chegando a 12,25% anuais. O triênio que segue ainda poderá permanecer em dois dígitos. O valor do dólar comercial para o triênio também nas bases previstas anteriormente, próximo de R$5,50.

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