DINAMISMO EM DECLÍNIO

 

14-01-2026


O Banco Mundial divulgou ontem o seu relatório de Perspectivas da Economia Mundial, tarefa que faz, periodicamente, visto que ele é um banco de fomento da economia global, fundado pelos EUA e baseado lá, ligado ao financiamento principalmente da infraestrutura em países, e não em empresas (estas já contam com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID, também nos EUA), conforme fora criado para a reconstrução física, depois da segunda guerra mundial, e da ordem econômica. O seu nome explícito é o de Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, cuja sigla em inglês é BIRD.

Atendo-se ao dinamismo da economia mundial, visto pelo BIRD em declínio, conforme a percepção de muitos países, devendo-se às mudanças da economia internacional, depois que os EUA reiniciaram uma guerra comercial, no início do segundo mandato do presidente Donald Trump, ao impor tarifas aos parceiros comerciais. Os grandes parceiros também retaliaram. Houve então um jogo de tarifas no comércio internacional, de idas e voltas, mas o saldo é de imposições delas em número maior do que os recuos. Agora mesmo, os EUA declararam que irão impor a todos os parceiros comerciais do Irã, uma tarifa de 25%, que até agora não ficou claro como serão, se adicionais as existentes, que já foram acrescidas ou se serão novas e seletivas. O Brasil mais uma vez está sendo sancionado.

A teoria econômica é bem clara. A imposição de sanções ao comércio dificulta, quando não impede a concorrência, os custos de produção ficam mais caros e podem ser retransmitidos aos preços, através do processo inflacionário. Em princípio, não é bom para quase ninguém, a não ser para aqueles parceiros mais fortes e eficientes. Para aqueles que, como os EUA, colocaram barreiras ao ingresso de empresas e querem recriar muitos segmentos que tinham deixados de serem competitivos e passarão a ser. O Banco Mundial declarou em relatório que os EUA ficaram mais fortes em 2025 e ficarão em 2026 e poderá desacelerar em 2027. Quanto ao crescimento médio mundial e ao da América Latina ele reduziu as suas previsões, inclusive aquelas para o Brasil.

Muitos no Brasil disseram que o País partiu em busca de novos mercados. É verdade. Mas, os resultados não vêm imediatamente. Assim, nos próximos dois anos o crescimento ainda será reduzido em relação aos dois anos anteriores, conforme prevê as próprias pesquisas semanais seguidas, do mercado financeiro, feita pelo Banco Central, que tem constado do Informativo Focus. Já que a pesquisa é espelhada nas instituições financeiras, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou também, ontem, que o escândalo de fraudes no Banco Master poderá ser o maior de um banco da história no Brasil. A repercussão disso vem mais na frente.

 

 

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