FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO

 19-01-2026


A ciência econômica é a ciência do bom senso. Dessa forma, a análise econômica procura ver o que resolve o problema da escassez de recursos. É também o caso da liquidação do Banco Master, por fraudes generalizadas e que tem por parte do Banco Central a intervenção, desde novembro, para diminuir as perdas dos investidores financeiros.

Através de Resolução do Conselho Monetário Nacional foi instituído, em 1995, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). De natureza privada e sem fins lucrativos. O Banco Central (BC) teve a iniciativa de criação, o qual regula e supervisiona o sistema financeiro, sendo o FGC um instrumento de proteção aos depositantes e aplicadores financeiros até R$250 mil, por cada CPF ou CNPJ, em depósitos em conta corrente, caderneta de poupança, CDB, RDB, LCA, LCI e LCD, até o teto de R$1 milhão a cada quatro anos por investidor. Foi criado como fundo semelhante ao que existe nos EUA, o FDIC. Ele é mantido por bancos, caixas econômicas e financeiras. 

O FGC foi agora acionado, após intervenção do BC no Banco Master, que realizou imensa fraude no sistema financeiro, liquidado e investigado pela Polícia Federal   O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a dizer que se trata do maior escândalo financeiro no País. A fraude é de aproximadamente perdas de R$12 bilhões. O FGC começará a pagar R$40,6 bilhões a 800 mil investidores. O FGC informou, por sua vez, que sua liquidez é de R$125 bilhões. Os ativos do Banco Master serão vendidos para ressarcir, já se sabe, parcialmente, ao FGC, visto que há desvios não alcançados pelo BC. Em escândalos anteriores já aconteceram desvios e quem pagava era a “viúva” (o governo).

O processo de resgate será realizado através de aplicativo do FGC. Sem dúvida, o que exceder ao valor poderá ser pago, ou não, fica a incógnita, dado que o aplicador financeiro correu o risco de ter maior rendimento. A máxima é de quanto maior a rentabilidade maior o risco, inclusive, de perda total.  

No caso do Banco Master há órgãos públicos envolvidos, ligados a certas prefeituras, assim como consta que há autoridades e, até mesmo aplicadores financeiros, supondo-se representados do Primeiro Comando da Capital. As notícias estão na imprensa e devem, se já não foram apuradas pela Polícia Federal.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESUMO COMPARATIVO DO PETROLÃO E DO BANCO MASTER

PONTA DA NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

AS DEZ MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO