LEI ORÇAMENTÁRIA PARA 2026
16-01-2026
A organização do sistema econômico prescinde de conhecimento
científico, principalmente do equilíbrio orçamentário e do macroeconômico em
geral.
Sancionada ontem, pelo presidente da República, a Lei
Orçamentária para 2026. Neste terceiro mandato de Lula, houve três anos de
déficit primário. Porém, para 2026, último ano do mandato, fixou-se um
superávit primário de R$34,2 bilhões, bastante pequeno, em relação ao orçamento
federal, muito menos de 1% e mais próximo de zero.
A principal interpretação da equação macroeconômica, na qual
a demanda agregada, composta por consumo das famílias, gastos do governo,
investimentos privados, exportações menos importações, que é igual ao PIB, que,
por sua vez, é a oferta agregada, continuará sendo puxada pelo consumo das
famílias e pelo consumo do governo. Vale dizer, continuará um governo gastador
e o pequeno superávit primário previsto para 2026 não chega nem perto de apagar
o déficit primário global do mandato.
Ao contrário das boas taxas de crescimento dos dois mandatos
anteriores de Lula (2003-2010), quando foi boa a taxa média de crescimento
anual, de 4%, este atual mandato, poderá ter uma taxa próxima da metade daquela
do período acima referido, o que está bem abaixo daquela taxa média dos países
emergentes, semelhantes ao Brasil.
Os programas sociais continuarão crescendo. Os destaques são
para o salário mínimo, que prosseguirá com ganho real, indo para R$1.621,00. A
verba prevista para o Ministério da Saúde será de R$271,3 bilhões. A do
Ministério da Educação será de R$233,7 bilhões. O Programa Bolsa Família,
R$158,63 bilhões. O Programa Pé de Meia, R$11,47 bilhões. Subsídios do botijão
de gás para família de baixa renda de R$4,7 bilhões. As especificidades deles
serão vistas na execução dos respectivos ministérios. Por seu turno, os
benefícios da Previdência Social tomam mais de 50% do orçamento.
Para fazer face a tantos e crescentes gastos, o governo
federal continua em sua sanha tributária, cuja carga tributária está por volta
de 34% do PIB e tende a crescer. Tanto dinheiro indo para o governo engessa a
economia e, esta, tende a crescer pouco.
Comentários
Postar um comentário