OXFAM NA REUNIÃO ANUAL EM DAVOS
23-01-2026
A reunião anual em Davos, na Suíça, tornou-se o Fórum
Econômico Mundial, cuja primeira edição foi em 1971. Completa 55 anos.
Inicialmente, reunia apenas executivos europeus, para discutir gestão
empresarial. Com o tempo, evoluiu para um fórum global, reunindo chefes de
Estado e de governo, líderes empresariais, representantes e organismos
internacionais, acadêmicos e organizações não-governamentais. Foi justamente a confederação
internacional de organizações não-governamentais (em inglês, OXFAM),
focalizando a redução da pobreza, combate à desigualdade, promoção da justiça
social e econômica no mundo, que fez um relatório de choque, na véspera.
Hoje em dia, o Fórum possui comissões de estudos permanentes
lá em Davos.
A primeira conclusão da citada confederação foi a de que a
riqueza dos bilionários está em níveis recordes. Em 2025, a riqueza coletiva
dos mais ricos atingiu cerca de US$18,3 trilhões, um incremento de 16% em um
ano e 81% desde o ano 2020. A segunda conclusão é o da desigualdade extrema. Os
12 bilionários mais ricos possuem mais riqueza do que a metade mais pobre da
população mundial, estimada em 4 bilhões de pessoas. A terceira conclusão é do
poder político dos bilionários. Estes são milhares de vezes mais propensos a
ocupar cargos políticos do que os demais cidadãos. A quarta conclusão é o
impacto sobre as políticas públicas. Os ricos tem redução de tributos,
subsídios, contam com o enfraquecimento de regras contra trustes, outras
vantagens fiscais e materiais, tais como aquelas de infraestrutura para atração
de investimentos.
A confederação OXFAM compareceu, pedindo políticas mais
fortes para reduzir desigualdades, como impostos sobre as grandes fortunas
regulamentação financeira mais rigorosa, limites ao poder político do dinheiro
e maior transparência no sistema econômico global.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem saído
de vários fóruns mundiais, como o da ONU sobre o clima, além de declarar que
não iria na reunião do grupo tradicional dos sete países ricos mundiais, o G-7.
Na verdade, o Trump prega o unilateralismo e não o multilateralismo. Porém,
confirmou sua presença no Fórum Econômico Mundial. Na verdade, ele está dando
tratamento de choque nas relações internacionais, mediante o poder financeiro,
em destaque, o do dólar, o poder militar, o poder tecnológico e o poder
tarifário, argumentando que tem déficit no comércio, além de ameaçar anexar
territórios, tal como é o caso da Groelândia, em confronto com países da OTAN,
ele que foi o criador e é o maior aliado.
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