SINALIZADORES ECONÔMICOS
20-01-2026
Desde o ano 2.000 que o Banco Central (BC) procura estimar os
principais indicadores da economia, através de consulta semanal a cerca de 100
instituições financeiras. São eles, as projeções do PIB, da inflação monetária,
da taxa básica de juros e da cotação do dólar comercial. Eles são muito
importantes para elaboração de contratos.
Em síntese, a publicação está no boletim Focus, que traz
previsão de inflação menor em 2026, mas, contrariamente, ao que sinaliza a teoria,
os juros estão mais altos para o futuro. As projeções para a inflação voltaram
a recuar pela segunda semana seguida, de 4,05% para 4,02%, para 2026, conforme
o Índice de Preços ao Consumidor Amplo previsto. Já a mediana para a taxa SELIC
para o mesmo período se alterou de 9,88% para 10,00%. Vendo o mercado
financeiro que o BC irá agir com mais cautela. Por que é tão grande o
diferencial entre a inflação estimada e a taxa de juros futura? Por exemplo,
nos EUA a inflação como meta é de 2,00% e a taxa básica de juros projetada é de
3,75% e eles a consideram muito alta. Agora mesmo o presidente Donald Trump
está movendo uma ação contra o presidente do Federal Reserve (FED), sobre
investimento em obras do FED, ao tempo em que pressiona par que o FED baixe a
taxa básica de juros. Sem dúvida, por aqui os rentistas estão dispostos a
aplicar em títulos públicos se a taxa de juros for at4raente e o governo tem
que rolar uma dívida imensa. Logo, tem que oferecer maiores atrativos. Aqui também
o BC é independente e não adianta “chiar”. A penalização tem ido para a
atividade produtiva, principalmente, para a indústria. No horizonte mais amplo
as taxas de inflação projetadas estão bastante estáveis e em recuo.
A projeção para o PIB permanece a mesma, por seis semanas
seguidas, de um crescimento neste ano de 1,80%. Por seu turno, o FMI cortou a
estimativa do PIB brasileiro, para um crescimento de 1,6¨neste ano. A percepção
que se tem é de que a economia já vem desacelerando há vários meses. No
horizonte mais longínquo o PIB não passará de 2,00%, mostrando uma estimativa
de um crescimento medíocre. E, isto, decorre principalmente de o governo vir
trabalhando há vários anos com déficit primário e se endividando de forma
crescente.
A previsão da cotação do dólar comercial para 2026 está entre
R$5,50 e R$5,60.
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