ALÍVIO INFLACIONÁRIO

 

24-02-2026


O processo inflacionário é medido pela alta geral no nível de preços dos bens e serviços das atividades econômicas. No caso brasileiro, a inflação é calculada pelo IBGE, a chamada inflação oficial, mediante pesquisas nas seis maiores regiões metropolitanas, que servem de proxies da inflação brasileira, através do Índice de Preços ao Consumidor no Atacado (IPCA). Por seu turno, a inflação importada pode contribuir com o índice em cerca de 30% do processo inflacionário. É um cálculo que aparece com frequência em estudos ligados ao Banco Central, de pesquisadores do IPEA e de economistas da Fundação Getúlio Vargas. Esse número costuma surgir em análises sobre pass through cambial, que seria o repasse da taxa de câmbio para os preços internos. O impacto da cotação do dólar se faz sentir nos preços dos combustíveis, alimentos, insumos industriais e bens duráveis. O alívio inflacionário se dá principalmente porque o valor do dólar está na mínima cotação da década no mundo.  

O boletim Focus desta semana reforça as expectativas de melhoras de cerca de economistas de 100 instituições financeiras consultadas pelo Banco Central. A projeção para a inflação recuou mais uma vez, para 3,91%, neste ano, e para o próximo de 3,80%. A trajetória das medianas dos consultados mostra uma desinflação possível dentro da ancoragem das expectativas do Conselho Monetário Nacional, qual seja de meta inflacionária de 3,0%, mais viés de alta de 1,5%, perfazendo o teto de 4,5%.

A estimativa para a cotação do dólar foi revisada para este ano, caindo de R$5,50 para R$5,45.

Quanto à taxa básica de juros, o mercado espera que na reunião do próximo mês ela desça de 15,0% para 14,5%, chegando a 12,25% no final de 2026.

Já a mediana das estimativas para o PIB permaneceu em 1,8% para cada ano do biênio 2026/2027.

 

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