AVERSÃO AO CONTROLE DE GASTOS

 

04-02-2026


Nos manuais de teoria econômica, explica-se como inibidor do investimento privado a aversão ao risco do investidor por um problema econômico assinalado. Por exemplo, elevada taxa de juros para, principalmente, capital de giro.

Sobre à a versão ao controle de gastos públicos, quem tem aversão ao controle de gastos é o governo federal. No caso mais recente, a expressão é citada pelo Banco Goldman Sachs, um dos maiores bancos do mundo, baseado no maior centro financeiro global, Nova York. Ele disse isso porque foi divulgado ontem, estatísticas do Banco Central, acerca de que o déficit nominal do País no ano passado foi de mais de 8% do PIB. Isto tem sido histórico, mas não crescente. Não se trata do déficit primário, que é a diferença entre despesas correntes e receitas correntes. O déficit nominal é o déficit fiscal total, qual seja o déficit primário mais a rolagem cos juros da dívida e de novos empréstimos, pra fazer gastos públicos, o que encarece a dívida para aproximadamente 78% do PIB. Não sem motivo, o governo federal ‘fica o tempo todo”, enviando projeto de ampliação e de criações de novos tributos, como forma de gerar receitas e, nem assim, consegue reduzir gastos. Pelo contrário, sempre quer ampliá-los.  A inventiva é imensa e o enorme apetite e o que parece não ter fim. Atualmente, a carga tributária, que engessa a atividade econômica, está bem acima de 34% do PIB. 

Dessa maneira, o déficit fiscal do setor público consolidado voltou a ultrapassar o patamar de 8% do PIB, tendendo a permanecer elevado nos próximos anos, devido às elevadíssimas taxas de juros praticadas na economia doméstica.

Em outras palavras, o déficit nominal do ano passado foi de 8,34% do PIB, no acumulado de 12 meses, conforme o calendário gregoriano. Já o déficit primário alcançou 0,43% do PIB no mesmo período.  Equipe econômica vai ter que justificar-se perante o Congresso.

“Na leitura do Goldman Sachs, a fragilidade do arcabouço fiscal dificultou o ancoramento das expectativas da inflação no curto e no médio prazo, ao mesmo tempo em que elevou os prêmios exigidos nos ativos domésticos. O banco avalia que, sem sinais claros de consolidação fiscal, o custo de financiamento do setor público tende a permanecer pressionado”, consoante ontem publicado pelo site ADVFN.  

 

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