CENÁRIO DA REVISTA THE ECONOMIST

 

19-02-2026


A revista The Economist tem mais de duzentos anos e, de vez em quando faz cenário sobre a economia brasileira. O deste mês mostra quanto perde o País, pagando os “penduricalhos”, nas três esferas de poder, principalmente entre o judiciário e o legislativo. Brasília já está há alguns anos como a terceira maior cidade e aquela que tem a maior renda média do Brasil. Os “penduricalhos” estão sendo suspensos pelo Ministro Flavio Dino do STF e eles começam em Brasília e tem repercussão nos Estados. São uma série de pagamentos como ‘verbas indenizatórias’, que não pagam imposto de renda.

A revista britânica declara que “a economia brasileira está sendo sufocada por interesses arraigados ... um setor público mimado”. Existem fortes gastos de pensões pagas no País. No Chile, os gastos com pensões são de 3%. No Japão e na OCDE tais gastos são de 9%, países que tem populações bem mais velhas do que a brasileira. No Brasil, somente pensões correspondem a cerca de 12%.   

Quanto aos salários. os brasileiros empregados no setor privado correspondem a 40% da população. Já 13% são salários do funcionalismo público. Ambos os custos de salários são semelhantes para os dois contingentes.

Os trabalhadores mais qualificados querem trabalhar mais no setor privado onde existe uma “indústria” de concursos. As aposentadorias dos barnabés são gigantescas.

O judiciário brasileiro é o segundo mais caro do mundo, custando 1,3% do PIB. Além disso as questões trabalhistas são variadas e oneram anualmente o Estado em cerca de 2,5% do PIB, conforme a revista. Por seu turno os militares se aposentam até os 55 anos, com benefícios integrais. O déficit primário corresponde a cerca de 0,5% do PIB.

Por fim, se o País não fizer reformas estruturais, continuará tendo um baixo crescimento, o que corresponde ao que mercado financeiro está projetando crescer 1,8% neste ano e também 1,8% em 2027.

 

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