CONTINUA POLÍTICA PROTECIONISTA
22-02-2026
O governo de Donald Trump iniciou seu segundo mandato, no
final de janeiro de 2025 com forte política comercial protecionista, ao
contrário do que os governos dos EUA vinham apregoando o livre cambismo e, para
isso, fez muitas gestões globais, criando um Acordo Geral de Tarifas (GATT, em
inglês), logo depois da segunda média mundial, que foi sucedida pela
Organização Mundial do Comércio (OMC), hoje esvaziada, que seria o xerife das
negociações comerciais internacionais, sob alegativa de que, na balança
comercial, os EUA vinham perdendo, e muito, segundo eles. No geral, além dos
10%, impôs para muitos países mais 40%, totalizando 50%, inclusive, para o
Brasil. Para o seu povo alegou que isto iria fazer renascer muitos segmentos
industriais, geando mais empregos, que pereceram com a concorrência mundial,
onde muitos países praticavam e ainda praticam “dumping”, além de exportarem
sua mão de obra barata.
Há poucos dias, a Suprema Corte de lá tornou ilegal a prática
da tarifa média de 50%. No entanto, acatando a decisão da Corte e baseado em leis
ditas protecionistas da soberania nacional, Donald Trump insistiu em manter os
10%, conforme caput de lei que lhe permite fazer isto por 150 dias. A lei em
referência fixa um teto de 15%. Ontem, Trump, revendo a sua posição, colocou as
tarifas adicionais de importações de muitos produtos internacionais em 15%. Ademais,
está buscando formas de ampliar referido percentual, revisando um extenso
conjunto de regras existentes lá.
A esse respeito, declarou Trump que continua fazendo cálculos
sobre o comércio de bens e serviços do governo norte-americano, principalmente,
examinando negócios da China e do Brasil. Isto se deve às investigações permitidas
na Seção 301 de normas de comércio, que permite aos norte-americanos poder
retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas por eles como
injustas.
A propósito, os ressarcimentos pedidos pelos governos do
mundo punidos com o tarifaço, os organismos de lá ainda não fixaram regras de
devolução. Por seu turno, o povo norte-americano, que vem pagando, desde
janeiro, preços maiores pelas suas importações em referência também querem
ressarcimentos.
Aumentos gerais de preços domésticos elevam o processo
inflacionário. Mas, a inflação, que é mecanismo que capta o aumento da média
dos preços dos produtos, não aumentou nos EUA. Pelo contrário, houve pequena redução
inflacionária. Isto é compreensível, visto que, na cesta de produtos para o
cálculo da inflação houve bens e serviços que baixaram de preços.
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