ESTADO DA UNIÃO

 

25-02-2026


Quase sempre se estará aqui se referindo ao que acontece na agressiva política econômica e política em geral de Donald Trump no governo dos EUA, visto que há reflexos imediatos no Brasil, além do que, em uma lauda se procurará sempre um tema para debate com reflexo na economia brasileira. Ontem, em discurso no Capitólio, Trump se referiu ao “Estado da União”. Na primeira hora do seu discurso televisionado, ele dedicou à economia, referindo-se que ele conseguiu desacelerar a inflação, colocou o mercado de ações aos níveis recordes, assinando reduções fiscais significativas nos preços dos medicamentos, a despeito de ter elevado tarifas nas importações, o que serviu para estimular a concorrência doméstica. Não disse, mas desvalorizou a moeda para incentivar as exportações, isto também no seu primeiro ano no governo.

No Brasil os reflexos foram semelhantes. Na medida em que ele desvalorizou a moeda, apreciou a moeda brasileira e está promovendo um alívio inflacionário, convergindo a inflação para o centro da meta fixado pelo CMN. A bolsa brasileira continua batendo recorde atrás de recorde. As perspectivas econômicas aqui melhoraram, mas, nem tanto, não obstante o País ter sido atingido por tarifas adicionais de suas exportações. No entanto, o que aqui não se disse, até porque o governo federal vem operando com déficits primários desde 2014, à exceção de 2022, o que tem limitado os investimentos em infraestrutura, para o bom crescimento econômico, além da alta taxa de juros aqui praticada, desestimulante dos investimentos privados, é que Donald Trump se refere a ter inaugurado uma nova era de ouro nos EUA. Bem claro, imperialista, defensor do unilateralismo, mas aqui no Brasil se defendendo o multilateralismo. Não é atoa que Trump convidou muitos países latinos para encontro em Miami, mas não convidou Lula.

O site Euronews se referiu a que Trump faz fanfarronices. Cita o Bureau of Economics Analysis que divulgou a prévia do crescimento da economia americana de 2,5% em 2026, ante o esperado pelo mercado de 2,8%. Por coincidência, 2,5% também o crescimento esperado do PIB brasileiro. Porém, uma grande diferença entre a economia de lá e cá. É justamente o tamanho. Com enorme porte, crescer 2,5% será grande feito para o primeiro lugar em poder econômico. Já, para uma economia brasileira em 10º lugar, crescer 2,5% parece razoável. Mas, a economia tem potencial maior, acima de 3%.

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